Espanha

Laporta deve faltar à assembleia sobre patrocínio

O ex-presidente Joan Laporta não deve estar presente na assembleia dos membros do Barcelona, que irá decidir se aprova o patrocínio da Qatar Foundation, de € 170 milhões por cinco temporadas. O dirigente é contrário o patrocínio. O acordo fez com que o Barcelona tenha patrocínio em sua camisa pela primeira vez nos 112 anos de história. O ex-jogador e técnico do clube, o holandês Johan Cruyff, afirmou que o acordo é “vulgar”.

“O nosso time parece a seleção do Qatar. É uma mentira que o acordo foi feito por falta de dinheiro”, disse Laporta. “Eles dizem que o Barcelona está em uma crise financeira, mas todos os sinais externos apontam para o clube na sua melhor situação financeira. Eles precisam explicar o contrato do Qatar, porque eles venderam a camisa por quatro centavos”, disse ainda o ex-presidente.

Laporta e o atual presidente, Sandro Rosell, tornaram-se rivais, com o segundo acusando o primeiro de ter abusado das finanças do clube e deixando dívidas não declaradas, enquanto Laporta afirma que o seu ex-assistente usa o seu nome e sua ex-diretoria para ganhar crédito pelo sucesso alcançado por um time que foi criado sob o seu mandato, que durou de 2003 a 2010.

“Eu espero que os membros do Barcelona pensem sobre o clube e saibam que para 1contratar jogadores e lançar programas que queremos, precisamos desse dinheiro”, afirmou Rosell, sobre o patrocínio. “Se não tivermos esse dinheiro, eu não acho que nós iremos conseguir. Nós iremos procurar um modo, mas ainda será um problema”.

As receitas do Barcelona aumentaram de € 123 milhões no início da gestão de Laporta para € 480 milhões na temporada 2010/11, fazendo do clube catalão o segundo mais rico do mundo depois do rival Real Madrid. “Como podemos comprar Cesc Fàbregas e Alexis Sánchez se estivermos quebrados?”, disse Laporta. “As cosias estão realmente bem porque fizemos um bom trabalho por sete anos”, declarou.

Ao contrário dos grandes clubes do mundo, o Barcelona sempre se recusou a usar patrocínio nas suas camisas. Em 2006, o clube passou a usar o logo da Unicef como parte da campanha do clube, que doava € 1,5 milhão anual à instituição. O logo continua, mas na parte de trás da camisa, embaixo do número.

Diversos torcedores assinaram uma petição para remover o logo da Qatar Foundation da camisa. “Ao vender a camisa, isso me mostra que não estamos sendo criativos”, afirmou Cruyff. “E que nós nos tornamos vulgares”.

se Laporta e Cruyff criticam o patrocínio, Pep Guardiola elogia o acordo. “O clube iria preferir deixar a camisa vazia, mas os tempos não são como já foram no passado”, afirmou o treinador. Guardiola foi o embaixador da candidatura do Qatar á Copa do Mundo de 2022. “Eu vivi ali e eles me trataram de forma fenomenal. O Qatar é um dos países mais abertos e acessíveis no Oriente Médio – se não fosse, eles não teriam ganhado a sede da Copa do Mundo”.

Mais de 173 mil sócios do Barcelona têm direito a voto.

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