Lançamentos, passes, chutaços: A precisão de Xabi Alonso que deixará saudades

Precisão. Uma virtude que pode nascer do talento. Mas que, ainda assim, depende de muito, muito treinamento. E talvez não haja característica que melhor resuma o futebol de Xabi Alonso. Desde o início do século, o meio-campista foi preciso – com a camisa que fosse, seja a da Real Sociedad, do Liverpool, do Real Madrid, do Bayern de Munique ou da Espanha. Funcionou como uma engrenagem de carne e osso durante boa parte da carreira. Um relógio humano, de passes curtos e longos como se fossem ponteiros. Dominando não só o tempo, mas também o espaço ao seu redor. Assim, manteve-se entre os melhores volantes deste século. De lindos lançamentos, de chutes de longe magníficos, de vitalidade na marcação.
No entanto, há uma hora que o corpo pede basta. E, embora continue jogando bem, mesmo sem estar mais em seu ápice, Xabi Alonso decidiu parar. Aos 35 anos, oficializou o que já vinha sendo comentado nas últimas semanas: pendurará as chuteiras ao final da temporada. Continua sendo importante ao esquema de Carlo Ancelotti no Bayern de Munique. Mas estes serão os últimos meses para tentar empilhar mais algumas taças, a quem já foi campeão em três países, de duas Champions, de duas Euros, de uma Copa do Mundo.
“Vivi isso. Amei isso. Adeus, jogo bonito”, escreveu o espanhol, em suas redes sociais, postando a foto que abre esse texto. E, diante do clima de despedida, nos resta lembrar um pouco das qualidades que construíram a excelência de Xabi Alonso:



