Qual é a justificativa de LaLiga para não aplicar ‘Lei Vini Jr’ na temporada?
Comitê Técnico de Árbitros definiu quais novidades liga espanhola terá na temporada 2026/27
A nova temporada de LaLiga terá mudanças nas regras de arbitragem inspiradas nas novidades vistas na Copa do Mundo 2026, mas uma delas não será aplicada no futebol espanhol. Apesar das alterações previstas pela International Football Association Board (IFAB), o Comitê Técnico de Árbitros (CTA) decidiu que cobrir a boca para conversar com um adversário não será motivo para expulsão nas competições nacionais espanholas.
A medida ficou conhecida como “Lei Vini Jr”, em referência ao atacante brasileiro, que protagonizou um episódio que envolveu Gianluca Prestianni, do Benfica. A possibilidade de punição para atletas que escondam a boca durante uma conversa foi utilizada na Copa do Mundo, mas a Espanha optou por não adotar a regra neste momento.
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A justificativa apresentada pelo CTA é que os árbitros não têm como saber, necessariamente, o que foi dito durante a conversa e que uma expulsão baseada apenas no gesto poderia gerar uma punição desproporcional.
— Para nós, cobrir a boca não será motivo para cartão vermelho. Não sabemos o que o adversário pode ter dito e consideramos isso injusto e excessivo — explicou o Comitê Técnico de Árbitros.
Por que LaLiga não vai aplicar a regra?
A decisão está relacionada à própria margem de escolha permitida pela IFAB. Embora as regras internacionais tenham estabelecido a possibilidade de punição, cada competição nacional pode decidir se aplica ou não a medida.
Na avaliação do CTA, o gesto de cobrir a boca, isoladamente, não é suficiente para justificar uma expulsão. O entendimento é de que seria necessário avaliar o contexto da conversa antes de aplicar uma punição tão severa.
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A decisão também evita que os árbitros tenham de interpretar o conteúdo de uma conversa que, na maioria das vezes, acontece em poucos segundos e sem possibilidade de comprovação sobre o que foi dito.
Dessa forma, jogadores de LaLiga poderão continuar cobrindo a boca durante conversas com adversários sem que o simples gesto seja considerado motivo para cartão vermelho. Isso não significa, porém, que o comportamento estará livre de punição caso outras infrações sejam identificadas.
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LaLiga focará em regras que viabilizem fluidez do jogo
Se a “Lei Vini Jr” ficará de fora, outras mudanças terão atenção especial na temporada. O principal objetivo do CTA será garantir o fluxo do jogo e combater ações deliberadas para atrasar as partidas.
Uma das novidades envolve as substituições. Se um jogador demorar mais de 10 segundos para deixar o campo, seu substituto só poderá entrar na primeira paralisação depois de um minuto de jogo efetivo.
A regra também prevê uma situação específica para jogadores que simularem lesões. Nesses casos, o atleta terá de deixar o gramado e poderá retornar somente um minuto depois da paralisação, sem que seja necessário interromper novamente a partida.
As novas orientações também miram situações em que goleiros simulem lesões com o objetivo de interromper o jogo. Se o árbitro entender que houve uma perda de tempo deliberada e desnecessária, o treinador deverá escolher um jogador de linha para deixar o campo em até 10 segundos. Caso isso não aconteça, o capitão da equipe terá de sair.
A orientação do CTA é clara sobre a possibilidade de utilizar uma contagem regressiva: “Se houver suspeita de perda de tempo deliberada, o árbitro poderá iniciar a contagem regressiva de 10 segundos para aplicar as regras pertinentes”.
Com isso, a arbitragem espanhola pretende tornar as partidas mais dinâmicas e reduzir estratégias utilizadas para quebrar o ritmo dos confrontos.