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Xavi: “O ambiente para o treinador do Barcelona é selvagem, quase desumano”

Xavi tem uma ambição: quer ser treinador e quer ser treinador do Barcelona. Um desejo natural, considerando que passou toda a sua carreira competitiva como jogador no Camp Nou. Sabe que precisa estudar e se preparar para isso. Deve começar a tirar as licenças necessárias no ano que vem, quando encerrar a sua carreira no Al Sadd, do Catar. Sabe, também, que ser técnico dos catalães não é fácil e não se resolve simplesmente com os resultados dentro de campo.

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“Eu estaria colocando minha cabeça dentro da cova dos leões”, brincou, em entrevista ao Sport. “Já sabemos que precisamos estar muito bem preparados para treinar o Barcelona. O ambiente é selvagem, tudo é muito complicado, quase desumano. O ambiente não é calmo mesmo que você vença porque, nesse caso, reclamam que você não está jogando bem. É mais difícil treinar o Barcelona do que o Real Madrid porque, aqui, vencer não é o bastante”.

Xavi tem duas referências diretas como treinador: Guardiola e Luis Aragónes. E outra uma pouco mais periférica. “Eu aprendi alguma coisa com quase todos os treinadores que tive. É um pequeno espinho na minha vida nunca ter jogado sob o comando de Cruyff, mas, posteriormente, eu tive uma relação direta com ele, embora, infelizmente, já no fim da sua vida. Com Cruyff, eu sempre sentia que aprendia alguma coisa, não apenas sobre futebol, mas sobre a vida. Há um antes e depois no Barça com o Cruyff”, disse.

O meia espanhol criticou a política de transferências do Barcelona de recontratar jogadores formados que deixaram o clube. Lembrou casos de sucesso, como Fàbregas e Piqué, mas, questionado especificamente sobre Eric García e Jordi Mboula, que foram negociados com aquela cláusula de recompra, afirmou que esta é uma estratégia errada. “Pode dar certo, errado ou mais ou menos. Mas não sou a favor de recontratar jogadores que saíram. Por que eles saíram aos 16 ou 17 anos? Parece ridículo para mim. Não entendo. Eu teria essa abordagem: você estava aqui, você quis sair, você não vai voltar”, afirmou. Abriu uma exceção para Deulofeu: “É diferente. Ele não queria sair. Pediram que ele saísse”.

 

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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