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Para Coudet, futebol brasileiro tem os jogadores mais fortes e técnicos, e espanhol tem jogo mais veloz

Treinador argentino diz que o futebol brasileiro tem menos contato físico que o argentino e na Espanha há mais velocidade com a bola e na tomada de decisões

Eduardo Coudet vive na Espanha a sua primeira experiência como treinador na Europa. Aos 46 anos, comanda o Celta, seu quinto clube na carreira, no quarto país diferente. As experiências em cada país o ajudam a entender mais o jogo em cada lugar, com suas características, algo que ele nota e comenta em entrevista à Betway. O argentino comentou sobre a sua chegada ao clube, a forma como vê as diferenças entre o futebol argentino, brasileiro e espanhol, e sobre as mudanças estruturais que os galegos passam, e que ele quer que culmine em resultados esportivos melhores.

Coudet ainda é um treinador jovem mas já passou por quatro países diferentes. Começou a carreira no Rosario Central, passou pelo Tijuana, do México, e treinou também o Racing, de volta à Argentina. Passou então pelo Internacional, no Brasil, e assumiu o Celta em novembro de 2020. “O bom de ter treinado em ligas diferentes é aprender a se adaptar. E claro que te leva a um crescimento. Isso te enriquece como pessoa, com certeza”.

A saída do Internacional, com o time em primeiro lugar na tabela do Campeonato Brasileiro em 2020, pegou muita gente de surpresa. A decisão de deixar o clube tinha a ver também com um ambiente conturbado nos bastidores, com questionamentos internos constantes e que chegou a desentendimentos públicos.

O Celta fez uma proposta que agradou o argentino e o permitiu deixar o Inter naquele momento. “Eu gostei da cidade, do clube. Isso com certeza teve muito a ver com a minha escolha, para eu tomar essa decisão”, disse Coudet. “É tudo muito rápido. Eu estava no Brasil, na primeira colocação e pouco tempo depois estava na Espanha com uma equipe na última posição. Mas sempre tive muita confiança de que a equipe poderia reagir, e foi o que aconteceu”.

O argentino foi perguntado sobre a diferença entre o futebol desses países. “São muito diferentes! Na Argentina, é um futebol muito mais físico. O futebol brasileiro não tem tanto contato. E os jogadores, fisicamente, são mais fortes do que em qualquer parte do mundo, eu acho. São mais velozes, mais técnicos, mas é um futebol que, se eu for dizer a diferença em relação ao argentino, é que não tem tanto toque”, disse o jogador. “E um futebol muito bonito, muito equilibrado, que muda muito. E que se vive, como na Argentina, com um grau de intensidade total”.

“No futebol espanhol, há uma diferença na velocidade, principalmente na tomada de decisões, em como a bola corre, na velocidade em que a bola é tocada”, explicou o técnico. “Bem todos têm suas características, e são todos diferentes”, analisou. “Como treinador é minha primeira experiência, não apenas na Europa, mas a primeira vez que não participei da formação do elenco, não fiz uma pré-temporada. É um desafio a mais para continuar crescendo”.

O Celta inaugurou um novo centro de treinamento após a chegada de Coudet, o que certamente era algo que animava o treinador a aceitar a proposta. A Cidade Desportiva Afouteza é um novo centro de treinamento que tem três campos de treinamento, acomodação para atletas, ginásio, sala de imprensa, e melhorou as condições do time se preparar melhor a cada partida.

“Em relação à infraestrutura, é um passo gigantesco, o que aconteceu com a Cidade Desportiva, com as instalações. E agora é preciso acompanhar esse crescimento na parte esportiva. E crescer, tomara, na área mais importante, que é o futebol”, projetou o treinador.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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