‘Ele será vaiado, todo mundo sabe’: O recado ao novo goleiro do Barcelona
Técnico falou que reação da torcida seria questão de 'bom senso'
A transferência de Joan García para o Barcelona segue rendendo comentários no mundo esportivo. Desta vez, quem mandou uma indireta para o goleiro foi o seu ex-treinador, Manolo González, do Espanyol.
Em entrevista ao podcast “El Partidazo”, o técnico declarou que não entende a escolha pelo Barcelona, e afirmou que “todo mundo sabe” que o goleiro vai ser vaiado no seu retorno ao RCDE Stadium, durante o confronto entre Espanyol e Barcelona em LaLiga, marcado para a 18ª rodada do campeonato.
— Ele vai ser vaiado e tudo mais, é uma questão de bom senso. Todo mundo sabe que isso vai acontecer. Eu não iria para o Barcelona, mas entendo a decisão de todos. Não compartilho a decisão deles, mas respeito — declarou o técnico.
A afirmação faz referência aos protestos de torcedores do Espanyol contra o goleiro. Em Sallent, cidade natal de García, surgiram pichações em muros e placas de trânsito com ataques ao arqueiro, incluindo ofensas como “rato mercenário” e acusações de traição.

Joan foi transferido ao clube catalão após ativar a cláusula de rescisão de 25 milhões de euros (R$ 158 milhões na cotação de momento). O jogador defendia o clube desde os 15 anos e se destacou na temporada 2024/25 depois de se tornar o goleiro com mais defesas na última edição do torneio, com 146 feitos.
García foi contratado pelo Barcelona em meio às polêmicas com Marc-André ter Stegen, que perdeu boa parte da última temporada devido a uma cirurgia nas costas.
O caso Ter Stegen e o Barcelona
O momento delicado vivido entre Ter Stegen e o Barcelona no decorrer do ano aconteceu após o goleiro passar por um procedimento cirúrgico e receber o diagnóstico de que ficaria fora de ação por aproximadamente quatro meses, embora o Barcelona não ter confirmado oficialmente esse prazo.
Em comunicado, o clube se limitou a dizer na época que o jogador “estava fora” e que a sua “evolução determinaria sua disponibilidade”. A ausência prolongada, no entanto, abriu margem para o clube recorrer à norma que permite a inscrição de um novo atleta em caso de lesão grave, desde que essa ausência mínima seja de 120 dias.
Para viabilizar o registro do goleiro Joan Garcia como eventual substituto, o Barcelona precisaria apresentar à LaLiga uma documentação completa que comprovasse a gravidade da lesão.

Um dos elementos obrigatórios nesse processo seria a autorização do próprio Ter Stegen, permitindo que um painel médico externo tenha acesso aos detalhes clínicos de sua recuperação, mas o goleiro se recusou a assinar um relatório médico.
De acordo com o regulamento de LaLiga, a permissão do atleta é indispensável para que a comissão médica analise e valide o pedido do clube.
Sem esse consentimento, a liga não poderia confirmar o afastamento prolongado de Ter Stegen, o que impediria o Barcelona de registrar um reforço utilizando a regra que permite a realocação de 80% do salário do jogador lesionado para fins de inscrição de um substituto.
Entretanto, após momentos de tensão entre clube e jogador, o Barcelona conseguiu inscrever Joan García para a temporada, onde atua como titular, e permaneceu com Ter Stegen.



