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James vai assumindo a responsabilidade em um momento importante ao Real Madrid

O Celta de Vigo não vai passar das posições intermediárias do Campeonato Espanhol. Mas bem que poderia ganhar um título de “adversário mais cascudo de La Liga”. Não fosse o péssimo final de primeiro turno, até brigaria por vagas nas competições europeias. Condições o time tem, muito pela forma como atuou contra os dois gigantes nas últimas semanas. Depois de complicar a vida do Barcelona, o Celta também fez jogo duro contra o Real Madrid. Difícil apenas segurar os talentos individuais dos merengues. Em noite inspirada de Chicharito e especialmente de James Rodríguez, o time da capital virou em Balaídos e venceu por 4 a 2.

As defesas facilitaram demais no primeiro tempo, é verdade. Porém, também é preciso reconhecer os méritos ofensivos das equipes. Ambos os lados começaram a partida em alta voltagem e, com apenas meia hora de jogo, já haviam saído quatro gols. O Celta assustou no início ao abrir o placar com Nolito, que aproveitou uma brecha na zaga e finalizou no contrapé de Casillas. Só que o Real conseguiu buscar a virada. Toni Kroos aproveitou uma sobra de bola e encheu o pé, igualando. E o segundo veio em linda jogada coletiva, em que James Rodríguez passou com açúcar para Chicharito marcar.

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O problema é que o Real Madrid relaxou. E pagou caro por isso. A defesa dormiu de novo e abriu a brecha para o garoto Santi Mina arrancar. A promessa acertou a trave, mas aproveitou o rebote para deixar tudo igual novamente. Só que o terceiro gol merengue parecia questão de tempo. Cristiano Ronaldo, em atuação mais intensa e participativa do que definidora, carimbou a trave. E, antes do intervalo, James Rodríguez aproveitou uma saída de bola errada para retomar a vantagem, em chute que ainda desviou na zaga. Por fim, em um segundo tempo no qual o Real Madrid teve mais controle e mais solidez defensiva, Sergio Ramos deu um lançamento primoroso para Chicharito fechar a conta.

Os três pontos conquistados pelo Real Madrid são importantíssimos. O jogo em Balaídos era um dos mais difíceis que teria pela frente, mas o time permanece na cola do Barcelona, dois pontos atrás dos líderes. Além disso, a partida serviu bastante para afinar o entrosamento das novas peças que Carlo Ancelotti precisa escalar, sobretudo com as lesões de Benzema, Bale e Modric. James, Isco e Chicharito se combinaram muito bem, enquanto Cristiano Ronaldo deu dinâmica à equipe ao lado de companheiros de maior movimentação.

James, em especial, é quem aparece como protagonista neste momento. O camisa 10 voltou muito bem de lesão e soma três gols, além de três assistências, nas últimas seis partidas. Chama a responsabilidade e faz os companheiros jogarem bem graças a sua ótima capacidade de construção – como Chicharito bem aproveitou nas últimas partidas. Também tem se mostrado o parceiro ideal para tabelar e infiltrar ao lado de Cristiano Ronaldo. Um papel importantíssimo, ainda mais em um momento tão decisivo quanto este. Está valendo todo o investimento que o Real fez em seu futebol após a Copa do Mundo.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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