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Ibra: “Messi é natural e C. Ronaldo, produto de treino”

Às vésperas do confronto decisivo com o Barcelona, Zlatan Ibrahimovic se abriu à CNN. Em extensa entrevista à rede de televisão americana, o sueco falou sobre sua personalidade, a nova fase do Paris Saint-Germain e, naturalmente, a relação com alguns dos astros do Barcelona em sua conturbada passagem pelo clube.

Entre os alvos das desavenças, Pep Guardiola aparece como personagem central. Em sua biografia, Ibra já tinha indicado o treinador como seu principal “inimigo” na Catalunha. “Nós temos que deixar isso claro: eu falo sobre Pep como humano, não como técnico. Para mim, ele é um técnico fantástico, mas podemos discuti-lo como pessoa”, declarou.

Já sobre Lionel Messi, o sueco foi mais contido. Em um pingue-pongue, o atacante exaltou o talento do companheiro ao comparar com Cristiano Ronaldo: “Messi é natural. Cristiano Ronaldo é produto de treinamentos”. Durante o questionário rápido, Ibra indicou Paolo Maldini como o melhor defensor que viu jogar, enquanto Fabio Capello e José Mourinho foram seus melhores treinadores.

Sobre o PSG, Ibrahimovic destacou a importância da contratação de David Beckham para diminuir a pressão sobre si no futebol francês: “Eu achei a chegada de Beckham boa, porque ele chama mais atenção do que eu e me deixam um pouco sozinho. Desde que cheguei, todos diziam que eu não seria perturbado na rua, porque um jogador não é tratado aqui como na Itália. Porém, minha rotina tem sido totalmente estressante, todos me perseguem. David atraiu a mídia e agora posso me focar no futebol”.

Por fim, Ibra também se defendeu das acusações que seria uma pessoa difícil de lidar: “Eu penso que as pessoas me veem como um ‘bad boy’. É suficiente para alguém que os jornais digam que eu seja mau caráter e todos pulam neste trem. Se as pessoas me julgam assim, tudo bem, porque é parte do jogo. Porém, quando você me conhece, tem uma opinião diferente. Não sou um bad boy”.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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