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Guardiola explica como Messi se tornou o melhor do mundo

Lionel Messi se transformou sob o comando de Pep Guardiola. De ponta habilidoso e promissor, o camisa 10 se tornou artilheiro impiedoso e quatro vezes melhor do mundo. Algo explicado pelo amadurecimento do futebol do argentino, mas também pela nova função que o atacante passou a desempenhar no Barcelona. Um salto de qualidade planejado por Guardiola e, agora, também explicado pelo treinador.

Na última semana, Guardiola participou de uma conferência na Argentina. O próximo comandante do Bayern Munique comentou sua filosofia de jogo, construindo os ataques a partir do campo de defesa e defendendo a partir do campo de ataque. Sobretudo, o catalão falou sobre como desenvolveu o papel de Messi como “falso 9” dos blaugranes.

Como exemplo, Guardiola utilizou o clássico com o Real Madrid de dezembro de 2008, quando o Barcelona venceu os rivais por 2 a 0. Na ocasião, Messi jogou aberto pela ponta direita, com Samuel Eto’o no comando do ataque. A partir de então, o técnico percebeu que, se jogasse centralizado, o camisa 10 não sofreria marcação individual. Teria liberdade para criar e, consequentemente, para destruir adversários.

“Messi jogava muito deslocado na lateral e eu sabia do potencial que ele tinha. Tinha claro que era nosso melhor atleta. Um jogador com suas características devia jogar no centro, porque é necessário que toque a bola quantas vezes seja possível”, analisou Guardiola. “Tornei-me treinador para descobrir o que os oponentes fazer, achar respostas. O futebol é como o xadrez. Você precisa saber os movimentos do oponente para se adaptar”.

A leitura de Guardiola sobre as mudanças no jogo do Barcelona e na adaptação de Messi estão no vídeo a seguir. A qualidade não é das melhores e o áudio está em espanhol, mas é possível entender os princípios das explicações do treinador, de qualquer maneira. Uma verdadeira aula de futebol e de tática.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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