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A goleada sobre o Ludogorets levou o Real a um feito para poucos na história da Champions

A cada partida, o Real Madrid reforça a impressão de que ninguém conseguirá freá-lo tão cedo. Não bastasse a fase espetacular de Cristiano Ronaldo, a equipe de Carlo Ancelotti se acertou com as novas peças e demole cada adversário. Neste ritmo, já são 19 vitórias consecutivas – o recorde entre clubes espanhóis e mirando o Coritiba, dono da melhor marca da história, com 24 triunfos em 2011. O resultado desta terça no Santiago Bernabéu era um pouco óbvio: ninguém esperava menos do que uma goleada sobre o Ludogorets. E assim foi, com os 4 a 0 no placar. Manteve os 100% de aproveitamento dos merengues na fase de grupos, apenas a sexta vez que um time atinge a marca.

O Real Madrid não precisou de muito esforço para construir a goleada. Cristiano Ronaldo abriu o placar cobrando pênalti, em lance que também se combinou com a expulsão de um jogador búlgaro. Abriu o caminho para os espanhóis, assim como permitiu ao craque superar Raúl como segundo maior artilheiro da história da Champions, somando 72 gols. Ainda no primeiro tempo, Bale ampliou ao desviar de cabeça o cruzamento de Kroos. Já a segunda etapa deu espaço até para Arbeloa e Medran deixarem os seus. E, do outro lado, Navas ainda realizou boas defesas, reforçando os pedidos por sua titularidade.

Seis jogos, seis vitórias. O Real Madrid repetiu um feito que antes só havia sido alcançado por Milan (1992/93), Paris Saint-Germain (1994/95), Spartak Moscou (1995/96), Barcelona (2002/03) e pelo próprio Real (2011/12). O desafio agora é quebrar uma péssima escrita, já que nenhum dos times com 100% na fase de grupos da Champions se sagraram campeões. Bom não duvidar do timaço de Ancelotti, pronto também para buscar o bicampeonato que não vem desde o Milan de Arrigo Sacchi, em 1989/90.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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