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Gattuso não é mais técnico do Valencia, após uma rápida deterioração da temporada

O Valencia chegou à pausa da Copa do Mundo brigando por vaga em competições europeias e agora está a apenas um ponto da zona de rebaixamento

O Valencia chegou à parada da Copa do Mundo no meio da tabela, a cinco pontos de vaga em competições europeias, mas bastaram quatro rodadas sem vitória e uma eliminação na Copa do Rei para entrar em crise – o status padrão do Mestalla nos últimos anos. E essa crise terminou com a saída de Gennaro Gattuso, escolha pessoal do dono Peter Lim para treinar a equipe desde o começo da temporada, anunciada nesta segunda-feira.

Desde que o futebol espanhol retornou no último dia de 2022, o Valencia perdeu de Villarreal e Cádiz e apenas empatou com o Almería, em casa, pelo Campeonato Espanhol, foi derrotado nos pênaltis pelo Real Madrid na Supercopa da Espanha e parou nas quartas de final da Copa do Rei contra o Athletic Bilbao. Esse último resultado foi normal, mas também impediu que a sua temporada fosse salva por uma grande campanha na competição, como ano passado, quando foi vice-campeão.

A decepção mais recente foi a derrota para o Valladolid, no fim de semana, com um gol de Cyle Larin marcado aos 45 minutos do segundo tempo. O resultado deflagrou de vez a crise, em parte porque deixou o Valencia a apenas um ponto da zona de rebaixamento, embora seja uma área da tabela muito embolada. Gattuso até perdeu um pouco a cabeça e empurrou um câmera que estava filmando uma conversa entre ele e torcedores no aeroporto. Ele pediu desculpas.

Segundo o Marca, a mensagem de dentro do clube era de confiança no trabalho de Gattuso, mas o cenário mudou quando a presidente Layhoon Chan foi ao centro de treinamento para uma reunião com a cúpula de futebol e encontrou um técnico que estava em dúvidas se deveria seguir comandando o time, não apenas pelo rendimento abaixo do esperado, mas também porque não parece que os reforços que precisa estão prestes a chegar.

A crise financeira do Valencia é quase uma instituição do futebol espanhola a esta altura, e Gattuso sempre se mostrou compreensível com a situação. O Valencia não fez grandes investimentos no meio do ano, apesar de ter recebido um bom dinheiro pelas vendas de Carlos Soler e Gonçalo Guedes. Buscou empréstimos, como Samuel Lino, Nico González, Ilaix Moriba e Justin Kluivert, ou jogadores sem contrato, casos de Edinson Cavani e Samu Castillejo.

Para o mercado de inverno, Gattuso queria um jogador de meio-campo – uma demanda mais urgente depois da lesão de Nico González – e um ponta, mas a janela está prestes a fechar sem movimentações. Questionado se tinha medo de ser demitido depois da derrota para o Valladolid, disse “isso é parte do trabalho” e que tinha que “respeitar o que o clube decidir”. Sua prioridade era “como melhorar o time porque estamos em um momento muito negativo”.

A decisão foi anunciada como um “acordo mútuo” entre clube e treinador. Gattuso teve bons e maus momentos à frente de Milan e Napoli, suas primeiras grandes chances na nova carreira. Chegou a ser anunciado pela Fiorentina, mas teve contrato rescindido antes de estrear e agora deixa o Valencia em um mau momento. Suas qualidades como treinador, sendo gentil, ainda estão um pouco incertas.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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