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Fim de uma era: Guardiola deixa o comando do Barça

Na mesma semana em que foi derrotado pelo Real Madrid no Camp Nou e caiu ante o Chelsea na Liga dos Campeões, o Barcelona vive o fim da era Guardiola. Declarando-se sem energias e negando a influência dos resultados, o técnico deixará o clube ao final da temporada. O catalão se reuniu nesta sexta-feira com os jogadores blaugranas, o presidente Sandro Rosell e o diretor esportivo Andoni Zubizarreta para anunciar a decisão.

Na sequência, Guardiola participou de coletiva de imprensa para oficializar sua saída: “Gostaria que entendessem que não é uma situação fácil para mim. Em primeiro lugar, lamento a falta de certeza gerada. É um erro que assumo. Às vezes parecia que me fazia de rogado, mas a exigência de ser treinador é muito grande, por isso renovava de ano em ano. Quatro anos é uma eternidade como treinador do Barça”.

O treinador apontou o desgaste como grande motivo para deixar a equipe: “Em dezembro, comuniquei ao presidente e a Zubizarreta que o final de minha etapa esta chegando. Porém, não podia dizer aos jogadores, porque o treinador é um dos pilares no vestiário. O tempo desgasta tudo e me desgastou, está é a razão principal para a minha saída”.

“A próxima pessoa dará coisas que não posso dar. Não porque não as tenha, mas porque a exigência é muito alta e o treinador precisa estar forte, ter energia para contagiar os jogadores. Hei de recuperar essa energia. Quero ficar longe, ver com calma. Se continuasse, poderia ser prejudicial. Somente de estar, corria o risco de oscilar. Estou satisfeito por, mais que os resultados, da maneira como fizemos tudo”, completou.

O catalão negou que os resultados ruins da última semana tenham influenciado na decisão: “Não poderia tomar uma decisão assim, em função do resultado. Não é algo que se faça de hoje para amanhã. Lamento ter perdido essa energia. Minha cabeça pensava há tempos que este era o último ano. O presidente me ofereceu algum cargo, mas precisava estar fora de toda a loucura do futebol”.

O treinador também aproveitou a ocasião para elogiar os seus comandados: “Gostaria de agradecer aos jogadores. Tive o privilégio de contar com todos, desde o primeiro ao último, e eles me permitiram desfrutar da minha profissão. É um prazer imaginar uma partida e que os jogadores, dia após dia, o façam o possível. Vou embora para me recuperar. Quando voltei à filial, morria de alegria. Um ano depois, aconteceu o mesmo. Tenho que recuperar isso”.

“Vou com a sensação do dever, de ter feito o melhor possível. É um grande clube, com muita força. Aquele que me substituir estará mais que capacitado. Muito obrigado a todos”, finalizou.

Adeus prenunciado

Nas últimas semanas, os dirigentes culés tentaram insistentemente renovar o contrato do treinador, cujo término acontece no próximo dia 30 de junho. Após a queda na Champions, a imprensa catalã chegou a noticiar que o presidente Rosell fez uma proposta na qual Guardiola podia estipular o valor do próprio salário.

Guardiola iniciou seu trabalho na equipe principal do Barcelona em 2008, após passagem pelo Barça B. Em 242 partidas oficiais à frente da equipe, o comandante obteve 78,6% de aproveitamento dos pontos disputados e a equipe anotou impressionantes 617 gols. Foram 13 títulos sob a tutela do catalão, sendo duas Ligas dos Campeões, dois Mundiais de Clubes e três Campeonatos Espanhóis.

Restando quatro rodadas para o fim do Campeonato Espanhol, o Barça está a sete pontos de distância do Real Madrid e somente com um milagre conseguirá a reviravolta. Após conquistarem a Supercopa da Espanha em agosto, os blaugranas terão a segunda chance de título na temporada no próximo dia 25 de maio, quando enfrentam o Athletic Bilbao na decisão da Copa do Rei.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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