‘Se pudesse, tirava os dois’: Fermín cita maiores ameaças do Real Madrid antes do El Clásico
Em entrevista, jogador do Barcelona explica escolha por dois nomes decisivos e afasta favoritismo no confronto
Fermín López não deixaria Thibaut Courtois nem Kylian Mbappé em campo se pudesse decidir quais jogadores do Real Madrid ficariam fora do próximo El Clásico.
Questionado sobre quais adversários gostaria de não enfrentar no duelo deste domingo (25), o meio-campista do Barcelona escolheu dois nomes que representam ameaças diferentes: a segurança do goleiro belga, capaz de decidir partidas com suas defesas, e o poder ofensivo do atacante francês, que pode desequilibrar o confronto em uma única jogada.
— Courtois dá muitos pontos, faz muitas defesas, e Mbappé é diferenciado, por isso, se pudesse, tirava os dois. Mas o Real Madrid tem jogadores muito bons e temos de controlá-los a todos como equipe — disse Fermín em entrevista ao canal “Teledeporte”.
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A resposta revela o respeito do jogador blaugrana por duas das principais referências do elenco merengue. Enquanto Courtois pode frustrar o ataque catalão mesmo quando a equipe consegue criar boas oportunidades, Mbappé exige atenção constante pela velocidade, capacidade de drible e precisão nas finalizações.
Barcelona e Real Madrid se enfrentam neste domingo (25), às 17h (de Brasília), no Camp Nou, pela décima rodada de LaLiga. O time catalão chega na liderança isolada, com 27 pontos e nove vitórias nas nove primeiras rodadas. Os madrilenhos somam 21 pontos, com sete triunfos e duas derrotas, e ocupam a terceira posição.
Courtois e Mbappé concentram preocupações do Barcelona
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A escolha de Fermín ajuda a dimensionar o respeito que o elenco catalão tem por dois dos principais nomes do adversário. No caso de Courtois, o perigo não está só na qualidade técnica, mas também na capacidade de mudar o rumo de uma partida sem precisar participar diretamente da construção das jogadas.
Um goleiro que acumula defesas decisivas pode sustentar o Real Madrid em momentos de pressão e impedir que o Barcelona transforme superioridade territorial em vantagem no placar.
Esse aspecto ganha relevância diante de uma equipe que costuma buscar o controle das partidas por meio da posse de bola e da movimentação ofensiva. Mesmo quando os catalães conseguem encontrar espaços e finalizar, a presença de Courtois exige precisão nas conclusões. Para os atacantes de Hansi Flick, superar o goleiro pode ser tão importante quanto criar as oportunidades, especialmente em um confronto no qual os detalhes tendem a ter peso considerável.
Mbappé, por sua vez, representa uma ameaça de natureza diferente. O francês pode explorar os espaços deixados pela defesa adversária, atacar em velocidade e resolver jogadas com poucos toques. Sua capacidade de desequilíbrio obriga os defensores a manterem atenção constante, enquanto os demais jogadores precisam oferecer cobertura para evitar situações em que o atacante receba com liberdade para avançar.
Fermín rejeita polêmicas e descarta favoritismo no clássico
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Além da análise sobre os adversários, Fermín abordou o ambiente que antecede o encontro. Questionado sobre as críticas à arbitragem e as referências ao caso Negreira feitas por representantes do Real Madrid, sobretudo José Mourinho, o espanhol demonstrou cansaço com o assunto. O jogador, porém, evitou prolongar a discussão e procurou direcionar a atenção para o desempenho do Barcelona dentro de campo.
— Já cansa um pouco, porque em campo estamos demonstrando o nível que temos. Não é justo entrar nesse discurso quando as coisas nos estão correndo bem, mas não gosto de entrar nessa polêmica, nem ninguém do plantel.
O meio-campista também defendeu que o elenco mantenha distância desse tipo de debate, em vez de permitir que as controvérsias externas interfiram na preparação para o clássico. Para ele, os resultados e o futebol apresentado pelo Barça devem falar mais alto do que as discussões que cercam os dois clubes.
— Não entramos nessas polêmicas, estamos ganhando, fazendo as coisas bem, jogando bem e transmitindo valores que são os que representam o Barça. Temos de seguir o nosso caminho e, se eles querem entrar nesse discurso, é porque lhes convém.
A postura também combina com o momento vivido pela equipe catalã. Com aproveitamento perfeito nas nove primeiras rodadas, o Barcelona tem motivos para confiar no trabalho de Flick, mas Fermín não considera que a campanha transforme o time em favorito automático. O retrospecto recente pode alimentar a confiança, porém não elimina os riscos de um confronto contra um adversário com recursos individuais capazes de mudar a partida.
— É um jogo em que qualquer um pode ganhar, não há favoritos. Somos duas grandes equipes e temos de estar focados em fazer o nosso jogo, controlar as emoções e os pequenos detalhes.