Espanha

Federação Basca pede reconhecimento a Uefa e Fifa, mas não cumpre requisitos mínimos

Nesta terça-feira a Federação Basca decidiu tomar uma atitude para buscar reconhecimento como independente pela Uefa e pela Fifa. A Assembleia Geral da Federação Basca aprovou realizar uma solicitação formal para o reconhecimento como federação internacional. A proposta foi aprovada por unanimidade entre os 43 representantes da entidade basca. A ideia, porém, não deve sair do papel, já que a Federação Basca não cumpre os requisitos mínimos para ser membro da Uefa, e, portanto, não pode ser membro da Fifa.

O presidente da Real Federación Española de Fútbol (RFEF), Luis Rubiales, foi perguntado sobre o assunto, mas não deu esperança aos bascos. Considera que é uma ação irrealizável e que não tem sentido. O dirigente da federação espanhola ainda ressaltou que não havia o quórum necessário na assembleia basca, já que apenas 43 dos 124 membros estavam presentes, o que significa apenas 35% do total.

O ponto chave para não reconhecer o País Basco como uma federação independente é não cumprir o artigo 5.1 do estatuto da Uefa. O artigo diz que “ser membro da Uefa está aberto a federações nacionais de futebol situadas no continente europeu, com sede em um país reconhecido como estado independente por maioria de membros das Nações Unidas, e que são responsáveis pela organização e implantação de questões relacionadas com o futebol do país”.

Nem a Federação Basca, nem qualquer das federações independentes da Espanha, como a Catalã, por exemplo, atendem a esse requisito mínimo. Além de não serem reconhecidos como Estados independentes pelas Nações Unidas, mas também não possuem uma federação nacional responsável pelo futebol do país. Quem tem esse papel no estado espanhol é a RFEF, nunca esteve nas mãos das federações locais.

Sem estar reconhecido pela Uefa, é impossível ser reconhecido também pela Fifa, já que é uma exigência mínima que a federação esteja vinculada a uma das entidades continentais. As regiões autônomas da Espanha têm liberdades, mas não para serem federações à parte da Espanha.

No fim, a ação acaba sendo mais uma forma de gritar mais alto do que, de fato, de tentar um reconhecimento e independência, já que há muito mais envolvido do que apenas o esporte.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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