Espanha

Eto’o elogia Guardiola e Mourinho, mas elege Aragonés como o melhor treinador que teve

Samuel Eto’o encerrou uma brilhante carreira em setembro, na qual teve o privilégio de ser treinado por uma série de grandes técnicos. Entre eles, destacam-se José Mourinho e Pep Guardiola, dominantes no futebol europeu por um bom período, mas o melhor com quem trabalhou, segundo o camaronês, foi Luis Aragonés, nos tempos de Mallorca.

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“Cada treinador é especial. Não é fácil escolher um, mas, se eu tiver que escolher, seria Luis. Quando fui jogador do Mallorca, tive uma conversa com ele que mudou minha vida. Ele disse que eu havia feito tudo pelo Mallorca e me disse para ir a outro clube para descobrir qual era meu verdadeiro nível. Naquele momento, eu pensei: ‘o que esse velho está dizendo’?. Luis tinha muita personalidade, mas eu sabia como lidar com essa personalidade. Ele era como um pai. Foi uma grande honra ser treinado por ele”, disse, em um evento da Academia Aspire, no Catar.

E é em Aragonés que Eto’o se inspira para se tornar treinador no futuro. “Para isso, preciso estudar. Minha sorte é que, como jogador, eu conheci um homem sábio que agora descansa em paz: Luis Aragonés. Ele me disse para ouvir as pessoas que eu conhecia. É óbvio que a ideia de ser treinador está na minha cabeça. No momento, estou em um período de reflexão”, contou.

Guardiola, com quem trabalhou no Barcelona, foi elogiado como técnico por Eto’o, mas a relação pessoal foi diferente. O camaronês estava entre os jogadores que o treinador espanhol queria mandar embora quando assumiu o time principal do Barça, junto com Ronaldinho e Deco. Acabou ficando e foi importante na primeira temporada de Guardiola como técnico principal. Assim que ela acabou, no entanto, Eto’o foi transferido à Internazionale. “Eu o amo como treinador, mas não como pessoa. Aprendi a jogar futebol com ele. Eu o interpretei melhor do que ninguém””, afirmou.

Mourinho comandou Eto’o em outra Tríplice Coroa, pela Internazionale, e também teve seus métodos exaltados. “Ele me deixou no banco por um mês e me fez aquecer durante os acréscimos. Em sua cabeça, ele estava tentando que eu fosse dele. Eu conversei com ele em seu escritório. Era o que ele queria de mim, que eu recuperasse meu melhor nível. E eu o fiz. Ganhamos tudo. Tínhamos um time de onze guerreiros. Ganhamos de forma diferente”, disse.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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