Engano ou enganação? Clube espanhol perde vaga nos playoffs por acreditar em um tuíte errado
Quando as redes sociais se encontram com o maravilhoso mundo das divisões inferiores, situações bizarras podem acontecer. A Regional Preferente Extremadura, equivalente à quinta divisão espanhola, estava na última rodada da fase regular. O Racing Valverdeño tinha a vantagem de se classificar se conseguisse o mesmo placar que o San Serván ou um melhor, evidentemente. Quando descobriu que o adversário perdia por 2 a 0 para o Albuquerque e teve o seu goleiro expulso, tirou o pé e administrou o seu empate por 1 a 1. O problema é que o seu adversário não estava perdendo por 2 a 0.
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A fonte do Racing Valverdeño foi o Twitter do San Serván, que havia informado equivocadamente o placar da partida e a expulsão. Com o empate do Racing, e a vitória do San Serván por 1 a 0, esse último se classificou. A polêmica na Espanha é se o tuíte errado foi, de fato, um engano ou apenas uma estratégia, até que bem elaborada, para influenciar o jogo do adversário.
O San Serván alega que foi, de fato, um erro. O responsável por postar as mensagens no Twitter não estava no estádio e recebia as informações de terceiros. Tanto que a informação equivocada foi apagada e veio um pedido de desculpas na sequência.
Pedimos disculpas por el tweet anterior, el responsable no se encuentra en el partido y le ha llegado información errónea..
— CD San Serván (@CDSanServan) May 3, 2015
A história fica muito melhor. Porque o técnico do San Serván, Luis Miguel Patiño, em entrevista à Rádio Marca, explicou o que aconteceu. Segundo ele, antes de ir para o estádio, a delegação do clube cruzou com quatro jovens que haviam acabado de terminar uma noitada inteira em festas. O responsável pelas redes sociais não poderia trabalhar na partida contra o Albuquerque porque tinha que ir a uma primeira comunhão. Pediu que o técnico cuidasse do Twitter durante a partida, mas, sensato, Miguel Patiño respondeu que tinha que prestar atenção no jogo. Os quatro jovens ficaram com a incumbência de passar as informações para quem cuida da conta e decidiram pregar uma peça.
A explicação deixa a história ainda mais surreal e também depõe contra a possibilidade de um erro honesto. Porque, convenhamos, qual clube de futebol deixa o seu Twitter na mão de quatro desconhecidos jovens baladeiros? De qualquer forma, o Racing Valverdeño também tem culpa porque já deveria ter aprendido que não dá para acreditar em tudo que se lê na internet.



