Fernando Torres teve uma ótima semana pelo Atlético de Madrid, uma raridade na atual temporada, que tem sido difícil para o atacante de 32 anos. Depois de um bom segundo tempo contra o Barcelona, pela Copa do Rei, marcou os dois gols da vitória sobre o Leganés, pelo Campeonato Espanhol, seus primeiros tentos por La Liga desde a quarta rodada, em setembro, contra o Sporting Gijón. Fora isso, foi às redes apenas contra o Guijuelo, da terceira divisão, e precisa mostrar mais se quiser ter o contrato renovado. Seu atual vínculo termina em junho.
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Torres, que retornou ao Calderón em janeiro de 2015, depois de seis péssimos meses emprestado pelo Chelsea ao Milan, convenceu Diego Simeone a estender sua estadia no Atlético de Madrid com uma ótima segunda metade de temporada 2015/16: marcou nove vezes em 14 rodadas do segundo turno do Campeonato Espanhol e teve boas atuações na campanha que levou os colchoneros a mais uma final de Champions League.
No entanto, isso lhe valeu um contrato de apenas um ano e, para renová-lo novamente, precisa de outro fim de temporada excepcional. Até agora, fez apenas cinco gols em 24 partidas, dez como titular. “Estou muito feliz”, afirmou Torres, depois da partida contra o Leganés, à beIN Sports. “Agora, tenho a última parte da temporada. Encaro cada jogo como se fosse o último e estou aproveitando cada minuto”.
Diego Simeone foi cauteloso ao falar sobre a possível renovação de contrato de Torres, mas citou qual será o principal critério: resultados. “Renovar seu contrato depende de muitos fatores: clube, diretor esportivo e técnico. Como sempre, depende de resultados”, afirmou. “Torres teve quatro dias fantásticos. Isso fala muito sobre sua força para continuar trabalhando e batalhando. Ele não estava jogando, mas treinou sempre do mesmo jeito. Essa é sua melhor virtude e espero que ele continue no mesmo caminho agora”.
A partida contra o Leganés foi importante para Torres, além de quebrar seu jejum. Diante do adversário contra quem estreou com a camisa colchonera, em maio de 2001, marcou o 4.500º gol do Atlético em La Liga e seu 114º, no total, pelo clube. Empatou com o grande Adelardo Rodríguez na sexta posição da artilharia histórica, atrás de Peiró (126), Gárate (136), Campos (146), Escudero (169) e Luis Aragonés (172). Será seu último grande momento pelo Atlético de Madrid?
A questão é que o clube parece caminhar para uma direção em que Torres, longe da melhor fase de sua carreira, tem dificuldade para se encaixar. Griezmann e Gameiro são indiscutivelmente os principais atacantes do clube. Ele próprio, ainda com certo mercado em um segundo ou terceiro patamar do futebol mundial, poderia ter o legítimo desejo de desfrutar dos seus últimos anos de carreira em um time que lhe dê mais espaço. Ou ficar em casa até o fim, como uma espécie de talismã e homem de confiança do treinador. Tem quatro meses para provar a Simeone que também pode ser mais do que isso.



