Copa do ReiEspanha

Em final brigada, Barcelona prevalece na raça e na genialidade de Messi

Não foi no controle da posse de bola, na incessante troca de passes, na velocidade dos seus atacantes ou na técnica superior que o Barcelona venceu o Sevilla na final da Copa do Rei. Com um jogador a menos, e diante de um time excelente, os catalães precisaram prevalecer na raça para suportar a pressão, quando tiveram um jogador a menos, e na genialidade de Messi, autor do lançamento brilhante para Jordi Alba fazer 1 a 0, já na prorrogação. O argentino ainda deu assistência para Neymar fechar a vitória por 2 a 0.

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O Sevilla fez uma grande partida, apenas alguns dias depois de vencer o Liverpool na decisão da Liga Europa. Foi com tudo em busca do segundo título na mesma semana, e depois de 36 minutos de futebol mais ou menos equilibrado, passou a pressionar o Barcelona, com a expulsão de Javier Mascherano. A melhor chance até ali havia sido de Suárez, em um passe brilhante de Iniesta, outro que fez grande partida.

Luis Enrique recuou Busquets para compor a zaga e mexeu apenas no intervalo, com Mathieu no lugar de Rakitic. Foi obrigado a executar outra substituição pouco depois, pois Suárez sentiu dores aparentemente musculares e saiu para a entrada de Rafinha. O uruguaio deixou o campo chorando. Com um a mais, o Sevilla foi de longe o melhor time do segundo tempo, mas parou nas boas defesas de Ter Stegen e em uma partida monumental de Piqué, neste domingo, o líder que se espera que ele seja.

Já nos acréscimos, com a prorrogação batendo na porta, Banega igualou as forças com um carrinho em Neymar, em um passe genial de Messi, na entrada da grande área. Recebeu cartão vermelho. Foi, aliás, uma decisão bem pegada, com três cartões vermelhos (Carriço também foi expulso na prorrogação) e 13 amarelos. Messi bateu para defesa de Sergio Rico. Teria que esperar o tempo extra para decidir.

O goleiro do Sevilla fez duas grandes defesas em sequência, em cabeçada de Piqué e chute de fora da área de Daniel Alves, mas não conseguiu fazer nada quando Jordi Alba apareceu livre, a poucos metros de distância. Quem o deixou naquela situação foi Messi, com um lançamento primoroso desde o círculo central do gramado do Vicente Calderón. E como se não fosse o bastante, ainda deu outra enfiada de bola para Neymar fazer o segundo gol do Barcelona.

O Barcelona perde e ganha jogos, como qualquer equipe, mas nem sempre precisa ir além da técnica para alcançar seus resultados, e o torcedor deve ter ficado contente de saber que, quando o jogo torna-se uma batalha, seu time também consegue prevalecer.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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