Indicado entre os 23 finalistas da Bola de Ouro da Fifa, Didier Drogba acha que o prêmio já tem dono. O capitão da seleção marfinense, que votará no pleito, garantiu que o troféu seguirá para as mãos de Lionel Messi ou de Cristiano Ronaldo, pela representatividade de ambos no futebol mundial.
“Nós todos sabemos que a Bola de Ouro está entre eles, os dois monstros que são Messi e Cristiano Ronaldo. Você pode não perceber, mas eles revolucionaram as estatísticas. Antes deles, era um feito marcar 30 gols em uma liga, mas eles marcaram 40 nos últimos anos. São dois fenômenos. Não posso dizer em quem votarei, senão serei assassinado”, declarou, em entrevista à revista France Football.
Além disso, Drogba comentou sua saída do Chelsea e revelou que a intenção do clube em renovar o elenco acabou sendo determinante: “Minha prioridade era ficar no Chelsea até o fim da carreira, em alto nível, mas o clube preferiu dar sangue novo ao grupo. Então tivemos negociações por meses sem acerto. Eu hesitei muito diante da proposta do Shanghai. Decidi ir depois de conversar com meu ex-técnico no Le Mans, que falou sobre os prós e os contras”.
Perguntado sobre José Mourinho e Roman Abramovich, o marfinense disse que mantém relação próxima com os ex-chefes de Stamford Bridge: “Eu sempre troco mensagens com Mourinho e Abramovich também. O problema é que José não entende a diferença no fuso horário e sempre me responde quando estou dormindo”.
Por fim, Drogba apontou que almeja mais uma transferência antes do fim da carreira: “Eu gostaria de uma última aventura, talvez nos Estados Unidos. Tive ofertas no último verão, mas pareciam muito com o que eu conhecia na Inglaterra. Em dois anos, poderá acontecer. Estarei com 37 anos, mas acredito que continuarei com desejo de jogar”.



