O que dizer da trajetória de Douglas no Barcelona, que começou esquisita, foi estranha enquanto durou e não poderia ter terminado de maneira diferente? Depois de dois anos de uma das transferências mais bizarras da década, o lateral direito foi despachado pelo clube blaugrana. Vinte e quatro meses após aquela apresentação tímida no Camp Nou, os catalães resolveram ceder o jogador ao Sporting de Gijón por empréstimo por pensarem que essa seria a melhor opção para todos, já que Douglas, em duas temporadas, não jogou nem dez partidas. No entanto, o principal agente dessa negociação não ficou nem um pouco feliz em ser emprestado.
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De acordo com o jornal catalão Sport, o lateral não ficou satisfeito com a saída que o Barça encontrou para acabar com o ostracismo que o atleta vivia no clube desde 2014. Alternativa, aliás, que não foi fácil de ser arrumada. Isso porque seu salário é muito alto para qualquer outro clube custeá-lo, e esse foi o motivo, inclusive, que Alavés e Leganés descartaram a chegada do jogador (mesmo com o Barça se comprometendo a pagar grande parte do valor que ele ganha). Ainda segundo o veículo da Catalunha, Douglas ficou transtornado com a decisão da diretoria culé de emprestá-lo ao Sporting, e sequer quis ouvir as razões do clube quando foi chamado para assinar o contrato.
Na verdade, o jogador não teve essa reação por não querer jogar especificamente no El Molinón. O que Douglas não queria era abandonar o Barcelona. E, como uma criança mimada, relutou muito para não o fazer. Em suma, não assinou os documentos enquanto esteve em reunião com todas as partes envolvidas no negócio e deixou o Camp Nou sem definir seu futuro. Entretanto, o clube decidiu tomar medidas sobre o assunto e pediu que um dos advogados que trabalham para a organização levasse o contrato à casa do lateral. Só assim o atleta concordou, praticamente na marra, em rubricar os papeis e seguir em frente com sua carreira, que há muito tempo está estacionada e se continuasse no Barcelona, só afundaria.




