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Dois mágicos, Iniesta e Isco tiraram o coelho da cartola para a vitória da Espanha

A Espanha pode ter perdido algumas boas referências nos últimos anos, mas segue contando com um meio-campo talentosíssimo. Neste domingo, Julen Lopetegui escalou um quarteto que esbanja qualidade técnica: Andrés Iniesta, David Silva, Isco e Thiago Alcântara. Maestros que possibilitaram a vitória por 2 a 1 sobre a Macedônia, em Skopje. O resultado mantém os espanhóis na liderança do Grupo G das Eliminatórias, à frente da Itália graças ao saldo de gols superior.

Iniesta e Isco foram os responsáveis por tirar o coelho da cartola no Estádio Felipe II, durante o primeiro tempo dominante da Espanha. Primeiro, o blaugrana deu uma levantada sensacional para Jordi Alba chegar à linha de fundo. O lateral cruzou para David Silva girar sobre a marcação e completar às redes, seguindo seu momento decisivo na equipe nacional. Ainda na etapa inicial, seria a vez de Isco destoar. Após brilhar na conquista da Champions pelo Real Madrid, o camisa 22 chamou o marcador para dançar, antes de cruzar para Diego Costa. O sergipano escorou com tranquilidade às redes.

Desperdiçando algumas chances, a Espanha diminuiu o ritmo no segundo tempo. Algo que custou um pouco de sua tranquilidade nos minutos finais. Os macedônios descontaram aos 21 do segundo tempo, em bola ajeitada por Goran Pandev para Stefan Ristovski disparar, soltando uma bomba no canto de David de Gea. Os anfitriões ainda ameaçaram um pouco, reclamando de um pênalti nos instantes derradeiros, mas nada que alterasse o placar.

A vitória deixa a Espanha com 16 pontos, igualada com a Itália, que goleou Liechtenstein neste domingo. O saldo de faz a diferença para a Fúria seguir na zona de classificação direta à Copa do Mundo de 2018. Já na próxima rodada, no início de setembro, acontecerá o confronto decisivo, com a visita dos italianos ao Santiago Bernabéu. Terão trabalho para conter a qualidade dos meias espanhóis.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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