Espanha

Essa é a quantidade de dinheiro que o Barcelona precisa para sair da crise

Barcelona precisa arrecadar 100 milhões de euros para poder contratar sem restrições na próxima janela de transferências

Não é uma novidade os problemas financeiros do Barcelona causam dores de cabeça com o rígido fair play financeiro de La Liga. A mente vem a saída forçada (e de graça) de Lionel Messi, em 2021, porque não conseguia inscrever o argentino pelo alto salário. As contas do clube catalão foram se deteriorando com renovações longas, altos salários e o claro impacto da pandemia da Covid-19. Entra janela, sai janela, questiona-se o poderio do Barça em contratar. Na última, em janeiro, queria um meio-campista, mas só trouxe Vitor Roque por 40 milhões de euros (cerca de R$ 213,4 milhões) e sofreu para inscrevê-lo, só conseguindo pela anulação da inscrição de Gavi, lesionado pelo restante da temporada.

A regra de fair play do Campeonato Espanhol impõe um teto salarial levando em consideração a diferença entre arrecadação e custos no time principal, se o clube está nas normas, significa que ele cumpre a regra 1/1.

Para se adequar à regra 1/1 (igualando as receitas) e conseguir contratar na janela de transferências no verão Europa, ao término de 2023/24, o clube terá que arrecadar 100 milhões de euros, isso seja com venda de atletas ou os ativos do clube, como nas alavancas financeiras feitas em 2022 ao negociar direitos televisivos futuros.

O valor de 100 milhões é por conta dos 40 milhões gastos em Roque, além de mais 60 milhões correspondentes ao prazo de venda de 49% do Barça Studios, a TV do clube. O Barcelona tinha a expectativa de vender essa parte da produtora por 200 milhões, mas até agora recebeu apenas 40: 10 milhões das empresas Orpheus Media e Socios.com e 20 de um fundo do Chipre. Ou seja, da quantia esperada pelos catalães, falta 160 milhões – caso não cumpra com parte disso até a janela de transferências, só a venda de jogadores importantes compensará ou continuará restringido na regra 1/2, que limita as contratações.

No fim de 2023, La Liga publicou um comunicado explicando os motivos do Barcelona estar com limitações financeiras.

– É preciso lembrar que em aplicação do referido regulamento, e assim que se tomou conhecimento de que o pagamento de parte do preço fixado não havia sido pago, a LaLiga procedeu à redução da capacidade de inscrição de jogadores do Barcelona, ​​que permanece reduzida até hoje. – escreveu a liga em nota.

Há alguns dias, em uma visão otimista, o presidente do Barcelona, Joan Laporta, disse que a direção encerrará a “fase muito sombria” da história do clube.

– Teremos Fair Play, teremos encerrado uma fase muito sombria na história do Barcelona. Temos que deixar Deco trabalhar, mas há algumas premissas – afirmou em coletiva.

As contratações do Barcelona para a próxima janela de transferências

O Barça já tem planos para a próxima janela – se puder inscrever os jogadores, claro. A permanência dos portugueses “Joãos” Cancelo e Félix é uma vontade, segundo a mídia catalã. O principal problema seria o atacante, que custou 127 milhões de euros ao Atlético de Madrid em 2019 e eles querem recuperar parte do investimento. Fala-se em uma venda de 100 milhões.

A direção também entende que deve trazer um primeiro volante, posição vaga desde a saída de Sergio Busquets e ocupada às vezes vezes por Frenkie de Jong ou Ilkay Gündoğan. Para tudo isso, o clube deve correr para compensar os 100 milhões e poder trazer os atletas.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius é nascido e criado em São Paulo e jornalista formado pela Universidade Paulista (UNIP). Escreveu sobre futebol nacional e internacional no Yahoo e na Premier League Brasil, além de esports no The Clutch. Como assessor de imprensa, atuou no setor público e privado.
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