A crise é palpável no Barcelona. Está no rosto dos jogadores, nervosos, depois de perder quatro jogos nos últimos cinco. A única vitória foi na ida das quartas de final contra o Atlético de Madrid, que não valeu para nada. Em outra atuação cheia de falhas defensivas na derrota por 2 a 1 para o Valencia, no Camp Nou, o ataque pelo menos funcionou. Mas debaixo das traves do adversário estava o grande Diego Alves.
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Não é de hoje que o goleiro faz boas exibições, mas a deste domingo foi realmente especial. O brasileiro executou pelo menos cinco grandes defesas, em lances nos quais o Barcelona geralmente marca. Impediu que os catalães respirassem em meio à crise, com no mínimo um empate diante do Valencia, e terminou o jogo como o melhor em campo.
Diego Alves trabalhou muito bem nos primeiros 12 minutos, impedindo gols de Messi e Neymar. O argentino recebeu passe de Suárez, pela direita da grande área, matou com o corpo e chutou forte, de bico. Alves espalmou. Em seguida, Neymar saiu livre, cara a cara com o brasileiro, e tentou encobri-lo. O goleiro esticou-se para espalmar.
Rodigo havia acabado de perder uma chance de ouro para abrir o placar a favor do Valencia quando Neymar arrancou em diagonal, deixou de calcanhar para Messi, que levou ao pé esquerdo, na entrada da área. Você já viu esse lance antes. Geralmente, o chute colocado do argentino entra com a precisão de uma taca de sinuca no canto do goleiro adversário, mas Diego Alves foi buscar.
A recompensa saiu na sequência. Guilherme Siqueira surgiu na lateral esquerda e cruzou. A bola bateu em Rakitic e enganou bravo, que ainda tocou nela antes de vê-la morrer no fundo das redes. Diego Alves ainda faria outra grande defesa em cabeçada à queima-roupa de Messi antes do intervalo.
O segundo tempo tornou-se uma brincadeira de gato e rato entre Barcelona e Valencia. A pressão foi total e resultou no 500º gol de Messi na carreira, em cruzamento rasteiro de Messi. Alves realizou outra grande intervenção, em lance que Rakitic dominou dentro da área, girou o corpo e bateu de canhota no canto do gol. Piqué ainda desperdiçou uma chance clara de empatar.
O Barcelona agora divide a liderança do Campeonato Espanhol com o Atlético de Madrid, mas leva vantagem no confronto direto, o primeiro critério de desempate. Com apenas um ponto a menos, aparece o Real Madrid, e a cinco rodadas do fim, La Liga pega fogo. Os catalães não têm muito tempo para descobrir o que está dando e corrigir isso.



