Por que ‘quebra de promessa’ de De la Fuente com Yamal não é boa notícia para o Barcelona
Excesso de minutos de Lamine Yamal recoloca em pauta relação entre Hansi Flick e comissão espanhola
A Data Fifa terminou com uma pequena quebra de promessa de Luis de la Fuente que pode gerar preocupação no Barcelona. Antes do duelo contra a Croácia, na última terça-feira (6), o técnico da seleção espanhola havia estabelecido como limite que nenhum jogador ultrapassaria 270 minutos em campo durante a pausa internacional. Lamine Yamal, porém, terminou o período com 281 minutos, sem considerar os acréscimos.
A diferença de 11 minutos parece pequena, mas ganha outro peso quando envolve justamente um dos principais jogadores do Barça. Yamal foi titular nas quatro partidas disputadas pela Espanha nesta Data Fifa e, diante da Croácia, permaneceu em campo durante a maior parte do jogo em Split — muito pelo fato da Fúria ter ficado atrás no placar até os 16 minutos da etapa complementar.
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O jovem atacante não conseguiu participar diretamente dos gols desta vez, mas teve atuação importante sobretudo no primeiro tempo. Criou dificuldades para Josko Gvardiol e encontrou espaços para levar perigo pelo lado do campo.
Mais do que os minutos além do limite anunciado por De la Fuente, a situação chama atenção pelo contexto envolvendo Yamal. O jogador não pediu para sair durante as partidas e vem sendo tratado pela comissão técnica como uma peça central da seleção. Nas ocasiões anteriores, coube ao próprio treinador fazer as substituições nos minutos finais para controlar sua carga.
Relação entre Flick e De la Fuente já teve momentos de tensão
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É esse cenário que pode colocar Hansi Flick novamente em uma posição delicada diante da seleção espanhola. Segundo o jornal “AS”, Barcelona e De la Fuente haviam estabelecido uma espécie de trégua depois de episódios de tensão relacionados à utilização de Yamal. Agora, o treinador alemão terá de avaliar se os 281 minutos disputados pelo atacante justificam algum novo questionamento.
A possível preocupação de Flick não seria nova. Em setembro de 2025, o técnico do Barcelona criticou publicamente a Fúria depois que Yamal retornou de uma Data Fifa com um problema no púbis. Desde então, a administração da carga do atacante passou a ser um ponto sensível na relação entre clube e seleção.
De la Fuente, por sua vez, já afirmou em diferentes oportunidades que a saúde dos jogadores está entre suas prioridades. O discurso, entretanto, ganha um contraste inevitável diante do que ocorreu nesta pausa internacional. Além de Yamal ter superado o limite de minutos previamente estabelecido, outros jogadores espanhóis precisaram deixar a concentração por problemas físicos.
Ferran Torres, Grimaldo e Nico Williams foram alguns dos atletas que não conseguiram completar a Data Fifa. Eric García, do próprio Barcelona, também voltou para o clube durante o período internacional. O defensor sequer entrou em campo pela seleção espanhola.
Cotado para iniciar como titular contra a Inglaterra, em 26 de setembro, o García sentiu um incômodo no joelho esquerdo ainda durante o aquecimento. Exames realizados na própria concentração da La Roja levaram a comissão médica a cortá-lo por precaução.
Barcelona acompanha situação de Yamal com atenção
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No caso de Yamal, o cuidado tende a ser ainda maior. O atacante é uma das principais referências técnicas do Barcelona e, apesar da pouca idade, já conviveu com diferentes problemas físicos. Na temporada passada, foram quatro episódios que exigiram atenção médica, algo que torna qualquer discussão sobre excesso de minutos mais relevante para o clube.
Não significa que os 281 minutos disputados com a Espanha representem, por si só, um problema físico. A diferença em relação ao limite estabelecido por De la Fuente foi pequena e Yamal terminou a partida contra a Croácia sem que a base apresentada indique uma nova lesão.
Ainda assim, o episódio recoloca uma questão que Barcelona e seleção espanhola já conhecem bem: até onde é possível exigir de um jogador tão jovem que se tornou indispensável tão cedo.