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D. Alves rebate críticas. Pelos últimos jogos, ele tem razão

Daniel Alves aproveitou sua boa atuação contra o Paris Saint-Germain para desabafar. O lateral do Barcelona se queixou das críticas recebidas ao longo da temporada, de que já não teria mais nível para ser titular na equipe de Tito Vilanova. Como resposta, o brasileiro reafirma o seu profissionalismo e aponta para os números acumulados até aqui.

“Eu sempre dou o meu máximo em campo. Dói quando as pessoas questionam o meu profissionalismo e a minha atitude. Eles dizem que não é o meu normal. Aparentemente esta é a maneira como as coisas fluem: um dia você é o melhor, no outro você não é ninguém”, declarou o lateral, em entrevista à France Football.

Além da assistência magistral para o gol de Lionel Messi, a 33ª da carreira para o argentino, Daniel Alves acumulou bons números contra o PSG. Foi o terceiro jogador do time que mais tocou na bola, atrás apenas de Xavi e Andrés Iniesta; participou da construção do jogo com três passes para finalização, cinco cruzamentos e um chute; e também foi quem mais se sobressaiu defensivamente, com cinco desarmes e quatro interceptações.

“Se você olhar apenas para as estatísticas, minhas atuações tem sido similares aos meus melhores anos no clube. Veremos no fim da temporada se terei feito um bom ano. Pessoalmente, penso que será uma boa temporada, que poderá se tornar ainda maior se conquistarmos títulos”, completou.

Daniel Alves acumula um gol e nove assistências em 37 partidas nessa temporada, abaixo de sua média usual no Barcelona – na última temporada, por exemplo, foram três gols e 18 assistências em 52 jogos. Em compensação, o brasileiro aparece entre os líderes do time em passes para finalização, cruzamentos e desarmes.

Acumulando problemas de lesão e más atuações, Dani Alves sofreu com a concorrência de Martín Montoya e Adriano pela lateral direita do Barça no início da temporada. Entretanto, desde dezembro retomou a posição e cresceu de rendimento. Não à toa, suas cinco assistências em La Liga vieram nos últimos dez jogos. E a mudança do esquema tático nas últimas partidas da Liga dos Campeões, dando mais liberdade ao camisa 2, só tende a beneficiá-lo. Situações favoráveis para que ria por último em relação aos seus críticos no fim da temporada.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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