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Com um a menos, Barcelona precisou sofrer novamente, mas também conseguiu vencer o Valencia

O Barcelona estava no controle, como foi cobrado a fazer depois do clássico com o Real Madrid, mas o cartão vermelho a Araújo mudou o panorama da partida

Houve muita discussão depois do clássico da última quinta-feira, no Santiago Bernabéu, sobre a postura do Barcelona, que insere o controle da posse de bola em seu DNA, na vitória por 1 a 0 sobre o Real Madrid. Os catalães defenderam-se durante quase toda a partida por imposição do adversário, segundo Xavi. Não era o que se esperava contra o Valencia neste domingo no Camp Nou, mas a expulsão de Ronald Araújo obrigou o líder do Campeonato Espanhol àquela mesma situação e, novamente, o Barça soube sofrer para vencer pelo placar mínimo.

A partida caminhava tranquila para o Barcelona, e Ferrán Torres teve a chance de ampliar o marcador, de pênalti, pouco antes da expulsão de Araújo, que derrubou Hugo Duro para impedi-lo de sair cara a cara com Ter Stegen. Depois disso, o Valencia conseguiu assumir a posse de bola e criar algumas chances, mas não quebrou o ferrolho azul-grená. O Barça abriu 10 pontos na primeira posição de La Liga e garantiu manter pelo menos os sete que tinha, independente do resultado do jogo do Real Madrid contra o Betis ainda neste domingo.

Sem Pedri, Ousmane Dembélé e Robert Lewandowski, e com Gavi suspenso, Xavi Hernández escolheu Ansu Fati para completar o ataque, ao lado de Ferrán Torres e Raphinha. Decisivo no clássico contra o Real Madrid na última quinta-feira, Franck Kessié deu lugar a Sergi Roberto no meio-campo, e Andreas Christensen retornou à zaga no lugar de Marcos Alonso. O Valencia estava muito desfalcado, sem nomes importantes como Gabriel Paulista, José Gayà e Edinson Cavani.

E não é que quando está inteiro é um poderoso esquadrão, então foi natural que tenha tido dificuldades para interromper o domínio do Barcelona, que controlou a posse de bola, como gosta o seu técnico, e não demorou para abrir o placar. Sergio Busquets lançou da intermediária, aos 15 minutos. Raphinha entrou em diagonal e se antecipou à saída atrapalhada de Mamardashvili e desviou de cabeça para as redes.

O brasileiro começou sendo o destaque de um setor ofensivo que deu uma boa empacada nas últimas semanas. Dois minutos depois, deu um tapa para acionar Ansu Fati, que se projetava nas costas da defesa. O goleiro bateu rasteiro, sem problema para Mamardashvili. Raphinha também chutar bater colocado no canto oposto, após uma ótima arrancada de Alejandro Baldé. De fora da área, Torres abriu à perna direita e finalizou rasteiro para boa defesa do georgiano.

A primeira chance do Valencia apareceu apenas aos 34 minutos, quando Thierry Correia, jogando mais pelo lado do meio-campo, entrou na área e encontrou espaço para cabecear sem nem precisar pular, bem perto da trave de Ter Stegen. Foi um momento melhor do Valencia, que teve uma outra oportunidade – e essa inesperada. Torres deu um recuo bizarro e difícil para Ter Stegen, que tentou dominar, perdeu e viu Samuel Lino mandar por cima do gol.

No começo da etapa final, Guillamón colocou o braço na bola, para bloquear um chute de Koundé, e o árbitro marcou pênalti. Torres mandou no lado externo da trave. Na sequência, Ansu Fati recebeu de Raphinha e também acertou o poste. Meros três minutos depois, Koundé cabeceou para trás um lançamento, em busca de Araújo, mas mandou atrás do companheiro. Duro sairia na cara do goleiro quando foi puxado pelo uruguaio, que recebeu cartão vermelho.

De 65% de posse de bola no primeiro tempo, o Barcelona caiu para 40% no segundo, e o Valencia começou a chegar. Teve uma chance muito perigosa com Fran Pérez – que parecia impedido – se antecipando a Ter Stegen para completar um cruzamento da esquerda. Mandou para fora. O Barcelona defendeu-se bem, como aprendeu a fazer nesta temporada, e segurou a vitória, sem ser tão ameaçado pelo adversário, que agora perdeu oito das suas últimas dez rodadas e é o vice-lanterna da competição.

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Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.
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