Espanha

Com o ressurgimento de Turan e o (provável) último brilho de Bravo, Barcelona fatura a Supercopa

A Supercopa da Espanha serve de mero protocolo para abrir a temporada. E o Barcelona o completou já levantando a taça. Depois de encaminhar a conquista com a vitória no Ramón Sánchez-Pizjuán por 2 a 0, a equipe catalã voltou a derrotar o Sevilla, desta vez no Camp Nou, por 3 a 0. Domínio amplo, que contou também com a participação decisiva de Claudio Bravo, segurando o placar com defesas importantes, além do poder de fogo de Arda Turan.

Luis Enrique escalou um Barcelona recheado de novas contratações. Enquanto isso, Jorge Sampaoli modificou o Sevilla em relação ao confronto anterior. Entre as novidades, Paulo Henrique Ganso apareceu entre os titulares – e, como segundo voltante, teve atuação discreta. O jogo foi provavelmente uma das últimas oportunidades de ver Bravo na meta blaugrana, a caminho do Manchester City. E o chileno fez jus à ocasião, com um milagre à queima-roupa quando o placar estava zerado e um pênalti defendido no primeiro tempo.

Já na linha de frente, o nome do jogo foi Arda Turan. Criticado nos últimos meses por seu baixo rendimento, o turco ressaltou a sua serventia. Com assistência de Messi, abriu o placar aos 10 minutos e ampliou no início da segunda etapa, em belo chute por cobertura, após erro da zaga adversária. Por fim, Messi arrematou a conquista de cabeça, aproveitando cruzamento de Digne. O Barça estreia no Campeonato Espanhol recebendo o Betis, enquanto o Sevilla encara o Espanyol na Andaluzia.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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