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Coloca um centroavante no Barcelona, Tata Martino!

Jogar no estádio Reyno de Navarra nunca é tarefa fácil no Campeonato Espanhol. O Osasuna, time da casa, costuma causar estragos aos times que vão até lá, especialmente quando o jogo é contra os dois gigantes do país, Barcelona e Real Madrid. Posto isso, o empate por 0 a 0 do Barcelona seria compreensível. O problema é que o time de Neymar e Lionel Messi não soube o que fazer com seu plano A não dá certo e essa é uma constante no time catalão. Se o seu jogo de passes incessantes não dá certo, o que fazer? Coloque um centroavante. Mas o Barcelona não tem um centroavante.

Um centroavante centraliza as jogadas de ataque. Faz a referência dentro da área, ocupa os marcadores, pode brigar com a defesa em busca de empate. Em um jogo que Lionel Messi está no banco porque não tem 100% de condições físicas, falta ainda mais finalização ao Barcelona. Se Neymar ou algum outro jogador não estiver em um dia inspirado individualmente, nada acontece. Foi o que se viu em Pamplona. Não é absolutamente imprescindível para um time de futebol, mas ajuda muito. Tanto que normalmente esses jogadores são muito valorizados.

Especula-se que o técnico Gerardo Martino esteja em busca de um centroavante e que o clube poderia tentar a contratação já em janeiro, metade da temporada europeia, quando a janela de transferência fica aberta por um mês. Talvez seja mesmo necessário para enriquecer o repertório já muito variado do Barcelona. O estilo é cada vez mais marcado, mas continua sendo muito eficiente. O problema é que em jogos chave, esse problema pode determinar a eliminação.

O Osasuna fez uma partida boa e o Barcelona poderia ter vencido mesmo assim. Chances como a e que Cesc Fàbregas perdeu poderiam ter decidido o jogo. Como foi contra o Celtic, quando o time teve problemas parecidos e conseguiu a vitória com um gol do próprio Fàbregas. É possível que em outros jogos, Neymar decida, ou Messi. Só que se o time depender disso correrá o risco de ver a engrenagem ser travada e o time não ter um plano B para recorrer.

Neste sábado, foram 12 chutes a gol e só três acertaram o alvo. Foram poucas as chances, porque o time não tinha ninguém dentro da área na maior parte do tempo. Apesar de ter 76% de posse de bola, o time não conseguiu dar sustos nos torcedores do Osasuna. Foram poucas vezes que a torcida catalã gritou aquele “uuuuuuh” de quando a bola passa perto. O empate sem gols quebra uma larga sequência. Eram 64 jogos marcando gols entre 2012 e 2013.

O Barcelona não precisa apelar para ser um time de chuveirinho na área e trombando dentro da área. Não é característica do time. Mas a presença de um centroavante técnica, como, por exemplo, Robert Lewandowski, do Borussia Dortmund, poderia desafogar um time muito marcado. Uma bola que ele possa finalizar com mais frequência e com nenhuma preocupação em passar a bola, como os jogadores de meio têm. Até porque Messi decide muitos jogos e Neymar tem capacidade para isso também. Mas depender só de jjogadores que decidem individualmente é um risco bastante grande quando o confronto é entre dois times que se equivalem.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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