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Chatice castigada: Espanha tropeça e decide vida em Paris

Não é de hoje que a Espanha é acusada de exercer um jogo chato. Mesmo na Eurocopa que acabou campeã, em 2012, o time teve o seu futebol altamente eficiente descrito como burocrático em diversos momentos. Em um jogo onde a Espanha é muito superior ao adversário, como foi nesta sexta-feira contra a Finlândia, em Gijón, o jogo realmente fica pouco atrativo. Os espanhóis tocaram a bola de forma quase incansável e conseguiam vencer por 1 a 0. Mas um gol inesperado na parte final do jogo complicou tudo e deu à Finlândia o empate por 1 a 1, que complica, e muito a situação espanhola.

O técnico Vicente Del Bosque levou a campo o meia Santi Cazorla ao lado de Andrés Iniesta, Cesc Fàbregas e David Silva, com David Villa como o seu atacante centralizado. O time exercer o seu domínio territorial e teve uma posse de bola de mais de 80%. O time até teve muitos chutes na estatística – foram mais de 30 -, mas poucos causaram perigo de fato ao gol da Finlândia.

E fez o seu gol com um lance pouco habitual para esse time: bola parada. Em um cruzamento, Sergio Ramos, capitão do time no jogo com a ausência de Iker Casillas, marcou 1 a 0, aos quatro minutos do segundo tempo. O jogo seguiu igual, com a dominância pouco perigosa da Espanha o tempo todo.

E em um lance isolado de ataque finlandês, a surpresa. Cruzamento da esquerda para o atacante Pukki completar para o gol e causar surpresas em Gijón: 1 a 1 no placar, aos 34 minutos da etapa final. Com pouco tempo de jogo, a Espanha partiu para cima com a fome que até então não tinha mostrado. Todos os jogadores no campo de ataque para o toque de bola característico, mas dessa vez tentando a infiltração e chutando de longe. Não foi suficiente. O árbitro ainda deu quatro minutos de acréscimos, que não foram aproveitados. A torrcida finlandesa comemorou na arquibancada um ponto que vale muito.

A situação espanhola se complicou. Com o empate no placar, a Finlândia “colocou a bunda lá atrás”, como diria Tite, ou estacionou o ônibus.E a Espanha, claro, passou a ter dificuldades, porque o time sentia o desespero de saber que seria ultrapassado pela França e teria um jogo difícil na terça, fora de casa, justamente contra os franceses, que agora lideram a chave, com 10 pontos contra oito dos espanhóis. O jogo de terça promete.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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