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Queda de braço entre Valencia e Cañizares é mais um arranhão à imagem da gestão do clube

Santiago Cañizares e Valencia travam uma batalha de versões na imprensa. Ídolo e clube tinham uma parceria para um projeto de combate ao câncer infantil, que, segundo o ex-goleiro, foi cancelada pelo clube depois de críticas dele, Cañizares, à gestão de Peter Lim e Anil Murthy.

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Em sua versão, Cañizares afirmou durante o programa de rádio El Partidazo de Cope, na quinta-feira (3), que Anil Murthy, presidente do Valencia, “cancelou um projeto que eu tinha fechado com o Valencia para combater o câncer infantil por causa das minhas críticas ao clube”.

Mais especificamente, o ex-goleiro fala de sua reprovação à decisão da diretoria de demitir o técnico Marcelino, no mês passado, que chamou de um “tremendo ultraje”, além de críticas duras que fez na imprensa ao novo técnico, Albert Celades: “O Celades é um rapaz que acabou de treinar as seleções inferiores e não teve opções para assinar na Primeira Divisão. Quando você precisa assinar um contrato e tem a oportunidade de treinar o Valencia, você perde todo o conceito de honra e ética”.

Um dia depois da declaração de Cañizares, o Valencia emitiu um comunicado, negando ter cancelado o projeto com seu ex-goleiro e afirmando que apenas comunicou seu desejo de mudar as datas previstas nele para outras “mais adequadas para a sua realização, não excluindo em caso algum definitivamente um projeto em que o Valencia havia trabalhado durante meses”.

O projeto se chama El Sueño de Vicky, é feito em parceria também com a Fundação Telefônica e tem como objetivo subsidiar a pesquisa do câncer infantil. Foi criado por Mayte García, esposa de Cañizares, após o casal perder seu filho Santi, de cinco anos, por causa da doença.

A inclusão do Valencia, que afirma ter reunido recursos nos últimos meses por meio de seus patrocinadores, consistiria também em um sorteio para conhecer o cotidiano de um clube de futebol, com Cañizares guiando uma visita nas dependências do clube.

Esperamos que tudo não passe de um mal-entendido e que o projeto siga em frente – o que deve acontecer. Afinal, com ou sem o Valencia, Cañizares afirmou que o Real Madrid se posicionou e ofereceu a ele retomar de onde o Valencia supostamente havia parado.

Ao clube valenciano, independentemente de qual versão for a real (ou a mais próxima da realidade), o embate público é mais um arranhão à imagem da gestão de Peter Lim, em meio ao desgaste com a torcida justamente pela demissão de Marcelino.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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