Copa do ReiEspanha

Barcelona teve atuação pavorosa, mas escapou do vexame graças à frieza de Griezmann diante do goleiro

O Barcelona ficou muito próximo de um vexame de altas proporções, no segundo jogo sob o comando de Quique Setién, mas dois gols de Antoine Griezmann, o segundo nos acréscimos, valeram a vitória por 2 a 1 sobre o Ibiza, terceiro colocado do seu grupo na terceira divisão espanhola, ao fim de uma atuação pavorosa dos catalães, pelos 16 avos de final da Copa do Rei.

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A fraca iluminação do Estádio Municipal Can Misses não contribuiu para a estética da partida que teve o seu primeiro gol, aos nove minutos, marcado pelo time da casa. O cruzamento saiu de Raí – não, não aquele Raí – pela esquerda, e Javi Pérez antecipou-se a Riqui Puig para abrir o placar.

Até ali, nenhum problema. Não é tão incomum o time mais fraco sair à frente em uma partida eliminatória. O que realmente assustou foi a pobreza do jogo do Barcelona, que poupou alguns de seus jogadores, mas tinha Frenkie de Jong, Ivan Rakitic, Ansu Fati e Antoine Griezmann em campo.

Com 80% de posse de bola, o Barcelona sequer se aproximava da área do Ibiza e não teve nenhuma finalização no primeiro tempo. Impressionou a maneira como o time da casa pressionava alto a saída de bola e invariavelmente dobrava a marcação.

Chegou a fazer o segundo gol, anulado por falta de Rodado em Lenglet, e na sequência colocou uma bola na trave e exigiu linda defesa de Neto no rebote.

Por volta dos 15 minutos do segundo tempo, o Barcelona finalmente conseguiu dar um chute limpo a gol, mas a tentativa de Ansu Fati foi para fora. Pouco depois, Rakitic arriscou de perna esquerda de fora da área. Sem força e no meio do gol, a primeira tarefa de Germán Parreño foi relativamente fácil.

O Barcelona conseguiu respirar um pouco mais aliviado apenas aos 27 minutos, quando De Jong encontrou um preciso passe rasteiro para Griezmann, por trás da defesa. O francês teve tranquilidade para tocar na saída de Parreño e empatar.

A eliminação sumária estava, por enquanto, sendo evitada, mas uma prorrogação contra o Ibiza ainda não seria ideal para o planejamento do Barcelona e durante o resto do jogo ela pareceu inevitável.

Na metade dos seis minutos de acréscimo dados pelo árbitro, o Barcelona ironicamente pegou o Ibiza desprotegido com uma rápida transição, cortesia do passe vertical de Jordi Alba que deixou Griezmann mais uma vez na cara de Parreño.

O atacante francês mostrou frieza novamente para bater cruzado de perna esquerda e assegurar a segunda vitória em duas partidas para Quique Setién à frente do Barcelona.

Que tenham sido naturais os problemas contra o organizado Granada com a mudança de estilo de jogo ainda em estágio muito inicial, era para ter despachado o Ibiza com menos sofrimento.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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