Espanha

Pressão sobe e Barcelona vive indefinição em negociação com o Chelsea por joia de R$ 315 milhões

Oferta dos ingleses pode aliviar as finanças do Barça, mas Flick faz pressão para manter meio-campista

A reta final da janela de transferências promete dias agitados no Barcelona. O clube catalão vive mais um dilema que mistura necessidade financeira e exigências esportivas. O protagonista da vez é o meio-campista Fermín, que entrou na mira do Chelsea.

O clube londrino intensificou sua investida nos últimos dias e aguarda uma resposta do jogador para, em seguida, oficializar uma proposta que pode chegar a cifras consideradas “irrecusáveis”.

A situação coloca a diretoria do Barça em choque com os desejos do técnico Hansi Flick, que trata Fermín como peça importante para a temporada. O alemão tem sido claro em seu posicionamento e não esconde a insatisfação com a possibilidade de perder mais um jogador essencial em sua engrenagem.

Aumenta a pressão por Fermín no Barcelona

De acordo com o site inglês “The Athletic”, o Chelsea entrou em contato com os representantes de Fermín e estabeleceu um prazo de 48 horas para obter uma resposta. Caso o jogador aceite a ideia de mudar para Stamford Bridge, os ingleses prometem apresentar uma oferta próxima a 50 milhões de euros (R$ 315 milhões).

Fermín López em ação pelo Barcelona (Foto: Imago)
Fermín López em ação pelo Barcelona (Foto: Imago)

O valor seria de grande impacto para os cofres blaugranas, especialmente porque Fermín é um atleta formado na base. Isso significa que qualquer quantia recebida representaria lucro líquido, sem necessidade de amortização.

A diretoria financeira vê na operação uma chance de equilibrar as contas, mas a decisão não é simples: a torcida valoriza fortemente os jogadores revelados no clube e o técnico Flick já demonstrou que fará de tudo para segurá-lo.

Em coletiva recente, o treinador foi enfático: “Quero que Fermín e Casadó fiquem. A temporada é muito longa e será difícil, e vou precisar de todos os jogadores.”

Apesar da declaração, chamou atenção o fato de Fermín não ter saído do banco contra o Levante. Após a partida, Flick foi visto em uma conversa particular com o meio-campista, sinal de que a questão já estava em pauta internamente.

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Negócio bilionário para o Chelsea

O jornal espanhol “Mundo Deportivo” informa que o Barça só aceitaria abrir mão do jogador por um valor mais próximo a 70 milhões de euros. O clube tem consciência de que o Chelsea não sofre com limitações financeiras e já investiu mais de 280 milhões de euros neste verão, distribuídos em 18 contratações. Entre as mais caras estão João Pedro (64 milhões de euros), Gittens (56 milhões), Hato (45 milhões) e Estevão (34 milhões).

Além disso, os Blues contam com um plano agressivo de vendas para equilibrar parte do gasto: a expectativa é levantar cerca de 400 milhões de euros. Já foram negociados Renato Veiga (30 milhões, para o Villarreal) e Chukwuemeka (20 milhões, para o Borussia Dortmund), enquanto outros nomes como Nicolas Jackson, Nkunku, Disasi, Chilwell e Sterling ainda podem ser negociados.

No meio da disputa está Deco, diretor esportivo do Barcelona. O ex-jogador adota uma linha mais próxima à da administração do clube: prefere manter o elenco, mas admite analisar ofertas relevantes, especialmente em casos em que o atleta manifeste desejo de sair. O dirigente tem trabalhado para convencer Flick de que as limitações financeiras eram conhecidas desde sua chegada.

Mesmo assim, a tensão é inevitável. O treinador vê a permanência de Fermín como prioridade esportiva, enquanto a diretoria avalia o impacto positivo de uma venda milionária.

Foto de Guilherme Ramos

Guilherme RamosRedator

Jornalista pela UNESP. Vencedor do prêmio ACEESP de melhor matéria escrita de 2025. Escreveu um livro sobre tática no futebol e, na Trivela, escreve sobre futebol nacional, internacional e de seleções.

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