Espanha

Barcelona equilibrou o jogo, mas Real Madrid foi mais time para vencer El Clasico na semifinal da Supercopa

Jogo cheio de gols teve emoção, gols e vitória só na prorrogação, em boa atuação de Vinícius Júnior e Benzema e gol decisivo de Valverde

O Real Madrid era o favorito e conseguiu a vitória sobre o Barcelona por 3 a 2 na semifinal da Supercopa, mas o jogo foi bastante equilibrado. A decisão só veio na prorrogação, depois de um movimentado empate por 2 a 2 no tempo normal. Ainda que o Real Madrid tenha sempre saído à frente, o Barça mostrou qualidades para buscar o empate duas vezes, mas não conseguiu na terceira. O jogo teve boa atuação de Vinícius Júnior e Karim Benzema, a volta de Ansu Fati com gol e bons lances.

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O Barça não tinha Sergi Roberto, Martin Braithwaite e Eric Garcia, enquanto o Real Madrid não tinha Gareth Bale e Mariano Díaz, dois jogadores que não têm ausência nem sequer sentida, já que são pouco utilizados e opções apenas marginais do elenco. Carlo Ancelotti colocou em campo o seu time principal, mas não contou com David Alaba e escolheu Marco Asensio como titular. No Barcelona, foi o primeiro jogo de Ferrán Torres, titular no ataque junto a Luuk De Jong e Ousmane Dembélé.

Os dois cubes se enfrentaram em Riade, na Arábia Saudita, pelo acordo da Federação Espanhola com o governo local. O estádio não estava cheio, até por algumas restrições. O local do jogo é motivo de muitos questionamentos dentro e fora da Espanha pelo uso que o governo local faz desse tipo de evento. Foi o primeiro jogo oficial entre Real Madrid e Barcelona fora da Espanha.

Como era de se esperar, o Real Madrid tentou tomar a iniciativa, mas desde o começo o Barcelona se mostrou um adversário difícil, mesmo em pior fase e com um time inferior, em teoria. Os dois times conseguiram fazer pouco até a metade do primeiro tempo, quando, enfim, o placar foi movimentado.

Primeiro com o Real Madrid. Sergio Busquets errou no meio e Karim Benzema acionou rapidamente o brasileiro Vinícius Júnior, que avançou e chutou forte, no alto, para marcar: 1 a 0. Um belo gol do atacante, que se entende muito bem com Benzema nesta boia fase do francês.

O Barcelona arrancou o empate de forma, digamos, pouco usual. O Barça equilibrou o jogo e já era melhor nos minutos finais. Eis que em uma jogada de linha de fundo de Jordi Alba, o lateral cruzou forte, o zagueiro Éder Militão tentou tirar e Luuk De Jong bloqueou e a bola foi para o gol. Um gol estranho, mas vale tanto quanto, ainda mais para um time que já fazia por merecer: 1 a 1.

O segundo tempo teve um Barcelona mais animado no jogo, tentando ataques e sendo melhor. O técnico Xavi mudou o time já no intervalo com a entrada de Abdessamad Ezzalzouli no lugar do estreante Ferrán Torres, que foi apenas razoável na sua estreia. Pedri também entrou no lugar de Frenkie De Jong. Aos 21 minutos, Ansu Fati ainda entrou no lugar de Luuk de Jong, dando mais mobilidade ao ataque.

O Real Madrid, porém, sabia ser perigoso. E Benzema já deu a letra quando recebeu, tirou da marcação e finalizou cruzado, acertando a trave. Uma excelente jogada que por pouco não resultou em gol. O técnico Carlo Ancelotti também mudou o time e colocou outro brasileiro, Rodrygo, no lugar de Marco Asensio, que fez partida razoável.

Benjamin Mendy fez a jogada de linha de fundo pela esquerda, aproveitando que Dani Alves entrou devagar porque estava amarelado, foi até o fundo e cruzou. Benzema, recebeu e chutou colocado, muito bem, mas Ter Stegen fez uma ótima defesa, rebatendo para o lado. Dani Carvajal pegou o rebote do lado direito, cruzou rasteiro, forte, o goleiro rebateu e Benzema, rápido e bem posicionado, só tocou para o fundo da rede: 2 a 1.

Foi o 23º gol de Benzema na temporada em 26 jogos, com ainda oito assistências. O atacante francês vive um grande momento, jogando bem e sendo decisivo com constância para os merengues. O time de Carlo Ancelotti tem aproveitado bem o seu centroavante.

Só que o Barcelona não desistiria e arrancaria o empate pouco tempo depois. Jordi Alba chegou pela esquerda mais uma vez, uma das principais armas da equipe, e cruzou para a área. Ansu Fati, como centroavante, tocou de cabeça para desviar e marcar: 2 a 2 em Riade.

O jogo acabou mesmo empatado em 2 a 2 e, assim, foi para a prorrogação. O Barcelona, com um esquema muito ofensivo, tinha dificuldades em manter o equilíbrio defensivo. A desorganização defensiva, porém, cobraria um preço.

Com sete minutos da prorrogação jogados, um jogador que entrou no segundo tempo aproveitou a chance que teve em uma jogada fantástica de Casemiro, que roubou a bola, avançou até a intermediária em contra-ataque e tocou na direita para Rodrygo. O brasileiro tocou rasteiro para o meio, Vini Júnior fez o corta-luz e a bola sobrou para Federico Valverde definir: 3 a 2.

Precisando do gol, o Barcelona foi para cima. Busquets apareceu no ataque em uma finalização de fora da área muito perigosa, que fez o goleiro Thibaut Courtois espalmar. A bola sobrou na esquerda, com Ousmane Dembélé, e o atacante puxou para a linda de fundo e chutou forte, para mais uma defesa do goleiro belga.

No segundo tempo da prorrogação, o Barcelona tentou mais algumas vezes, mas não teve capacidade de criar chances tão claras. Com os dois times já cansados, era previsível que o ritmo não se mantivesse forte ao longo do tempo extra. No fim, vitória do Real Madrid, que era mesmo o melhor time, mas que precisou mostrar isso ao longo de um equilibrado duelo de 120 minutos.

O Real Madrid espera o vencedor entre Athletic Bilbao e Atlético de Madrid para decidir o título da Supercopa da Espanha no próximo domingo.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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