Houve um momento nesta temporada que se imaginou que o Barcelona poderia fazer história e ser o primeiro time a conquistar a Champions League por dois anos consecutivos. Desde a mudança de formato e a adoção deste nome, isso nunca aconteceu. O sonho blaugrana desmoronou diante do Atlético de Madrid, nas quartas de final. E naquele momento o time titubeou e quase deixou escapar o título espanhol. Quase. Porque neste sábado, o time garantiu o seu 24º título espanhol, com uma vitória por 3 a 0 sobre o Granada. O título do Barcelona não é uma novidade em si, mas o grande nome sim. O campeonato que teve Cristiano Ronaldo e Lionel Messi se revezando como protagonistas desde 2009 desta vez teve outro grande nome.
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O principal personagem do título espanhol do Barcelona é Luis Suárez. O uruguaio, que disse esta semana que temia não se adaptar ao estilo de jogo do time, quebrou uma marca no Campeonato Espanhol que vigorava desde 2009: só Cristiano Ronaldo ou Lionel Messi terminavam como artilheiros da liga. O prêmio neste ano será dele.
Mais do que só gols, Suárez foi muito importante porque tornou o Barcelona mais perigoso como um todo. Ele termina a liga como líder em assistências ao lado de Messi, com 16. São os dois líderes no quesito. Na temporada, Suárez chegou a 59 gols na temporada. E ainda tem uma partida, a final da Copa do Rei, no próximo domingo. O atacante pode chegar à marca de 60 gols, algo incrível. São outras 26 assistências dele.
A instabilidade do Barcelona entre a 30ª e a 33ª quase colocou tudo a perder. As três derrotas seguidas complicaram a situação, deixando a diferença, que era grande, acabar. O Atlético de Madrid chegou a se igualar em pontos, só perdendo no critério de desempate, confronto direto. O medo do fracasso, que veio justamente no momento que o time sofria o baque da eliminação na Champions League, existia.
O time dissipou isso com a melhora nos resultados – e no desempenho – nas rodadas seguintes. E muito graças também a Suárez, que se manteve marcando gols, gols e mais gols. Nas últimas cinco rodadas, Suárez marcou 14 gols. Uma avalanche que ajudou o time a golear os adversários e tirar a desconfiança do caminho do título. Suárez foi principal símbolo de um time que massacrou muitos dos adversários com um ataque potente, mesmo sem uma defesa do mesmo nível. Ou talvez até por isso.
O Barcelona termina a liga com 91 pontos, um à frente do Real Madrid, com 90. O ataque do time foi o melhor da liga, com 112 gols, dois a mais que os rivais. A defesa do time, mesmo mostrando alguns problemas durante a temporada – inclusive em jogos da Champions League -, na Liga foi muito sólida. Foram 29 gols sofridos na temporada toda, menos de um por partida. Só não é melhor que a do Atlético de Madrid, possivelmente uma das melhores od mundo, que sofreu apenas 18 – falta um jogo para acabar a campanha dos colchoneros.
O título do Barcelona significa que o time ganhou seis das últimas oito ligas espanholas. A escolha do período de oito anos não é por acaso: é justamente quando Pep Guardiola assume o Barcelona e o time passa a ter um estilo de jogo bastante destacado. Um estilo, claro, que se adaptou ao longo dos anos, com as mudanças de técnicos e jogadores. Ainda assim, um estilo marcante e que domina a liga espanhola nesse tempo.
O Barcelona de Guardiola tinha Messi como o grande craque e Iniesta e Xavi como coadjuvantes de luxo. Agora, o time tem três craques, os três em um nível excepcional, jogando no ataque e com coadjuvantes de luxo como Iniesta, Busquets e Rakitic. Um time cheio de virtudes, que sofreu com seus defeitos no mata-mata, mas termina a liga espanhola com uma temporada muito regular, indo bem a maior parte do tempo.
A temporada do Barcelona já tem um título. E pode acabar em dois no próximo fim de semana. O tão falado trio MSN chega à reta final da temporada com um deles em grande destaque. Suárez merece o prêmio de melhor da temporada pelo Barcelona. E isso, com tantos craques ao lado, é uma grande façanha.
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