Espanha

Atlético de Madrid tirou espaço do Barcelona e foi chave para arrancar empate no Camp Nou

Jogar no Camp Nou é difícil para qualquer time, porque o Barcelona é um dos melhores times do mundo. O Atlético de Madrid, com Diego Simeone como técnico, ainda não venceu no estádio do time catalão. O técnico não teve dúvidas: foi ao estádio rival para fechar todos os espaços possíveis. Conseguiu, apesar de ter tomado um gol no primeiro tempo, arrancou um gol no segundo tempo e um ponto ao final, com o empate por 1 a 1.

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Luis Enrique, ao final do jogo, falou que “o rival sabe defender”. Sabe mesmo, talvez como poucos no mundo. O Barcelona dominou sim, ao menos em termos de posse de bola, mas era uma questão de estratégia. O Atlético sofreu, mas é um time acostumado ao sofrimento. O primeiro tempo foi assim: os Colchoneros se entrincheraram no campo de defesa e o espaço era mínimo. Estava difícil para o Barcelona chegar.

O gol saiu em uma jogada que teve drible. Neymar cobrou escanteio curto para Iniesta, que driblou o adversário no bico da área e cruzou perfeitamente na cabeça de Rakitic, livre no meio da área, para marcar 1 a 0. Foi já ao final do primeiro tempo, o que mudou o jogo no início do segundo tempo.

Logo no início do segundo tempo, o Barcelona perdeu seu principal jogador. Messi deixou o gramado depois de sentir uma lesão após choque com Godín. Eram só 14 minutos do segundo tempo. O Atlético de Madrid deixou o campo de defesa e passou a apertar mais em cima desde o início do segundo tempo. E deu resultado.

Aos 15 minutos, arrancou o gol de empate com uma falta cobrada rápida no meio-campo. Foi logo depois do técnico Simeone tirar Gameiro e Saúl para colocar em campo Fernando Torres e Ángel Correa.

A falta foi cobrada rápida e a bola foi na direção de Fernando Torres, que deu um toquinho de primeira para Ángel Correa dominar, limpar e ver Mascherano escorrer. Aí argentino bateu para o gol e marcou.

Como era esperado, o Barcelona tentou o gol de várias formas. Neymar passou a ser o ponto focal do time, recebendo muitas bolas, partindo para cima e obrigando o goleiro Oblak a boas defesas. Luis Suárez, em um dia menos inspirado, também não conseguiu fazer muito. Recebeu a bola sempre cercado de jogadores do Atlético, em uma marcação intensa.

O Atlético trabalhou o tempo todo reduzindo os espaços. Enquanto esteve com o placar empatado, fez o Barcelona sofrer muito. Mesmo assim, os catalães chegaram a ameaçar, não só com Neymar, mas também com Piqué, em bolas aéreas. Mas o time tinha muita dificuldade em chegar tocando a bola.

Diego Simeone já tinha alertado no dia anterior, na coletiva de imprensa: ele achava que o jogo se decidira no confronto dentro das áreas, porque o poder ofensivo do Barcelona é grande. Ele tinha razão, porque o meio-campo o Atlético abriu mão. Deixou o Barcelona tocar de lado na meia cancha o quanto quis. Porém, quando o time passava da intermediária via um monte de tubarões buscarem a bola. Assim, não teve muito jeito e o empate acabou sendo o resultado final.

Em termos de tabela, o Barcelona vai a 10 pontos e é o terceiro colocado, atrás de Real Madrid (13) e Sevilla (11). O Atlético de Madrid tem nove pontos e é quarto.

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Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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