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Assembleia Geral do Barcelona aprova patrocínio da Qatar Foundation

A Assembleia Geral do Barcelona aprovou o polêmico patrocínio da Qatar Sports Investiment para o clube, o passo final para assegurar uma injeção de 170 milhões de euros no clube.

Foram 697 votos a favor, 76 contra e 36 votos em branco sobre o investimento de cinco anos, o maior da história do futebol.

O presidente do Barcelona, Sandro Rosell, e seus diretores, fizeram lobby junto aos membros da Assembleia para que votassem a favor do acordo, contrariando os críticos que dizem que o clube está comprometendo seus ideais em troca de dinheiro vindo de um regime ditatorial.

Rosell, começando sua segunda temporada no cargo de presidente, argumenta que o dinheiro é necessário para ajudar o clube a melhorar sua situação financeira e ajudar a pagar pelo desenvolvimento de suas equipes esportivas.

“Gostaria que as coisas fossem diferentes e que a camisa do Barcelona fosse limpa”, disse Rosell. “Entretanto, não podemos fazer isso, senão nossos oponentes irão nos esmagar”, seguiu.

O Barcelona era dos poucos times do mundo que não tinham um patrocinador privado, colocando em vez de uma marca, o logo da Unicef, para quem o clube paga 1,5 milhão de euros anuais.

Agora, a camisa do clube carrega na frente a marca “Qatar Foundation” e, nas costas, o logo da Unicef abaixo do número.

Alguns membros da assembleia falaram contra o acordo. “Queremos uma explicação sobre o que é esse negócio”, disse Marc Ferrer ao jornal Sport. “Clamo por reflexão. Vote não e uma ditadura não tornar-se-á patrocinadora do Barcelona”, prosseguiu.

Já o vice-presidente do clube, Javier Fraus, reiterou a necessidade do dinheiro e que o Barcelona pode seguir com seu lema de “mais que um clube”. “É verdade que o Qatar não trata bem seus imigrantes, mas não é muito diferente do que acontece aqui na Espanha. Eles estão conscientes e trabalhando em melhorar a imagem deles”, disse.

Além do patrocínio do Qatar, a assembleia também aprovou as contas do clube na última temporada. O Barcelona teve uma perda de 9,3 milhões de euros, menos que os 24,1 milhões esperados, mas a arrecadação cresceu 14%, atingindo 473 milhões de euros.

Para a atual temporada, o clube espera lucro de 20,1 milhões de euros e uma arrecadação de 461 milhões. Caso o clube defenda seu título na Liga dos Campeões, o valor pode subir para 491 milhões.

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