Espanha

Arbeloa exalta legado de Mourinho no Real Madrid e diz que sofreu por defendê-lo

Álvaro Arbeloa é um jogador aposentado. Encerrou a carreira, aos 34 anos, após disputar apenas quatro partidas pelo West Ham, na última temporada. Em reflexão sobre sua passagem pelo Real Madrid, sendo entrevistado pela emissora de televisão Mega, o defensor espanhol exaltou o legado deixado por José Mourinho no clube e contou que sofreu ao defendê-lo na disputa de vestiário entre o treinador e ícones merengues.

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José Mourinho ficou no Real Madrid entre 2010 e 2013 e quebrou a maldição das oitavas de final da Champions League, classificando o clube para as semifinais na sua primeira temporada na Espanha. No fim da sua passagem, entrou em conflito com jogadores como Casillas e Sergio Ramos e chegou até mesmo a substituir o primeiro por Diego López.

“Eu defendi Mourinho sem pensar nas consequências pessoais. Você aprende a viver com isso, mas sua família e amigos sofrem mais. Muitas pessoas foram injustas. Por tomar uma posição ou por levar à imprensa em alguns momentos. Eu fiz o que tinha que fazer. É fácil não enfrentar as críticas, esconder-se, desse jeito você não incomoda ninguém e ninguém o coloca em sua lista. Mas defender Mourinho não foi caro para mim. Eu faria novamente. Não me arrependo”, disse.

Arbeloa afirmou que parte do sucesso do Real Madrid nos últimos anos, com dois títulos europeus em três anos, tem a ver com melhoras implementadas por Mourinho. “Ele nos trouxe de volta a um nível competitivo”, analisou. “O mesmo grupo continuou. Ele trouxe Modric e outros grandes jogadores. Foram várias melhorias”.

O espanhol surgiu na base do Real Madrid. Depois de passagens por Deportivo La Coruña e Liverpool, retornou para o clube, em 2009, e ficou até 2016. Disputou 238 partidas com a camisa branca.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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