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Oviedo tenta evitar quebra com apoio de Cazorla, Michu e Mata

Dono de 38 participações na primeira divisão do Campeonato Espanhol, o Oviedo corre sérios riscos de desaparecer. Atualmente na Segunda B (terceiro nível do futebol no país), o clube pode abrir processo de falência se não quitar dívida de € 2 milhões até o dia 17 de novembro.

Para se salvar, o clube das Astúrias tenta vender ações para arrecadar o montante necessário. E a campanha é encabeçada por alguns jogadores que defenderam o clube e hoje têm destaque no futebol internacional, como Michu, Santi Cazorla, Juan Mata e Adrián.

“Mata, Cazorla e eu compramos ações, mas seria errado dizer o quanto. Nós só queremos ajudar a salvar o clube que nós defendemos. Muitas pessoas compraram as ações e esperamos que seja suficiente para que o clube não feche as portas. A economia na Espanha está muito ruim. É um clube que eu amo, então espero que consigamos salvá-lo”, declarou Michu.

Terceiro colocado de La Liga em três oportunidades, o Real Oviedo está longe da elite desde 2000/01. Duas temporadas depois, os asturianos foram rebaixados para a quarta divisão, punidos justamente por conta de problemas financeiros. Mata e Cazorla deixaram o clube nesta época, enquanto Michu ficou até 2007. O atacante do Swansea citou caso vivido em seu clube atual como exemplo.

“Os torcedores do Swansea sabem o quanto isso significa para mim e para os torcedores do Oviedo. Lembro quando cheguei ao clube e soube que os galeses compraram ações para salvar o time há dez anos. Olhe para o Swansea agora: na Premier League e vencendo partidas em lugares como Anfield. Espero que o Oviedo tenha uma reação similar”, disse.

As ações do Oviedo podem ser compradas pelo site www.realoviedo.es/yosoyelrealoviedo/ e são vendidas a partir de € 11,5 euros. Em quatro dias de campanha, o clube conseguiu arrecadar € 450 mil e contou com mensagens de apoio do piloto Fernando Alonso e do cantor Alejandro Sanz.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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