Espanha

Ainda sem inscrever Messi, presidente do Barcelona pede mais “flexibilidade” para La Liga

O jogador que ficar, mas o clube ainda não conseguiu arrumar a folha salarial para inscrever seu novo contrato sem violar o Fair Play Financeiro da liga espanhola

O presidente do Barcelona, Joan Laporta, ainda não conseguiu arrumar a folha salarial do time principal para poder inscrever o novo contrato de Lionel Messi sem violar as regras de Fair Play Financeiro de La Liga e, nesta segunda-feira, pediu que um pouco mais de flexibilidade à liga espanhola, durante a apresentação do lateral brasileiro Emerson Royal.

O Barça gastou pouco em taxas de transferência nesta janela. Apenas € 9 milhões pelo ex-lateral direito do Betis. Mas contratou Memphis Depay, Eric García e Sergio Agüero ao fim de seus vínculos e ainda precisa abrir espaço na folha salarial para poder encaixar os vultuosos rendimentos de Messi e, segundo Laporta, a flexibilização também permitira “contratar mais alguém”.

“Os jogadores que estamos contratando, sob os parâmetros do fair play financeiro e como o entendemos, podem ser inscritos. Queríamos mais flexibilidade por parte de La Liga para que haja mais ‘fair play financeiro’, como aconteceu em outros ligas, e haja a possibilidade de incorporar mais alguém”, afirmou Laporta, sem especificar o caso Messi.

Também disse que “tudo está indo bem” em relação à renovação do argentino, sem contrato desde o fim de junho. “Estamos tentando resolver questões importantes para as duas partes. Estamos fazendo o possível, mas ainda não houve resultado. Está indo bem. Mas em linha com o que pensamos, dissemos que faríamos todo o possível para que continue e estamos nesse processo, continuo vendo muitas possibilidades”, disse.

E depois ressaltou: “Leo quer continuar e nós queremos que continue”.

No começo de julho, o presidente de La Liga, Javier Tebas, afirmou que não haveria flexibilização ao Barcelona para registrar Messi, mas que acreditava que ele estava próximo de permanecer no clube espanhol, realmente se esforçando para cortar gastos.

Uma semana depois, disse que a sua entidade não faria “vista grossa” a Messi. “É impossível. Há muitos funcionários (em La Liga) e no (departamento) de controle econômico. É um direito que os clubes têm e temos que proteger a integridade de La Liga”, afirmou. “Temos que analisar tudo adequadamente porque se houver demissões por motivos econômicos e eles trouxerem Messi e outros… teremos que olhar isso”.

“Neste momento, posso apenas dar minha opinião. É estranho que não tenha havido nenhuma proposta (por Messi) de Manchester City ou Paris Saint-Germain. E eu acredito que não houve que o jogador quer ficar”, encerrou.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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