Acusado, Calderón não deve disputar reeleição

Um dia após ser acusado de manipular uma votação na assembléia geral do Real Madrid, o presidente Ramón Calderón declarou que não pretende disputar a reeleição em 2010. Eleito em 2006, Calderón negou as denúncias do diário Marca de que teria fraudado votos para aprovar as contas do clube para os anos financeiros de 2007/08 e 2008/09.
“Da perspectiva atual, não acredito que vou concorrer nas próximas eleições”, disse o presidente à Cadena Ser, em entrevista reproduzida pelo site oficial do Real Madrid. “Este é um trabalho muito atraente, mas não estou interessado em ficar aqui a vida inteira”.
O clube abriu uma investigação interna para apurar as denúncias e prometeu punir os envolvidos caso se comprove a manipulação. Apesar de o Real Madrid ter conquistado os últimos dois títulos espanhóis, Calderón é alvo de críticas por não ter sido capaz de concretizar a busca de reforços de renome, como Cristiano Ronaldo, Kaká e Cesc Fàbregas.
“É difícil ir para o trabalho todo dia pensando no que você vai ler na imprensa. Não ajuda o time ou o clube”, comentou. “Nos últimos dois anos e meio, abri mão de meu trabalho como advogado e dediquei (ao clube) o tempo que deveria dedicar à minha família”.
A declaração de Calderón reforça as especulações de que Florentino Pérez retornaria à presidência. Pérez assumiu o clube em 2000 e ficou conhecido por armar um time de “galácticos”, com contratações como as de Luís Figo, Zinedine Zidane, Ronaldo e David Beckham. Ele renunciou em 2006, quando o time caminhava para sua terceira temporada sem títulos, o maior jejum em mais de meio século.
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