Espanha

Abajo Madrid

A enquete que está no ar no site da Trivela é bem explicativa. A crise pela qual passa o Real Madrid é resultado de uma série de erros acumulados nos últimos meses: saída de jogadores importantes, ausência de contratações, foco em questões erradas, falta de apoio ao treinador, falta de um treinador competente, lesões seguidas, enfim, motivos não faltam para o que está acontecendo agora no Santiago Bernabéu. E o pior de tudo é que isso já era esperado.

Desde a pré-temporada o Real Madrid vinha sendo apontado como favorito ao título. Muito mais pela fragilidade dos adversários do que propriamente por seus méritos, algo fundamental na conquista do último título nacional. Agora, porém, as outras equipes evoluíram, enquanto os madrilenos regrediram. Claro que alguns fatores contribuíram para isso.

Talvez o maior deles tenha sido a inoperância no mercado de contratações. Obcecada por Cristiano Ronaldo, a diretoria, na imagem do presidente Ramón Calderón e do diretor Pedja Mijatovic, se perdeu na busca pelo meia-atacante português. Insistiram em forçar a transferência do jogador para Madrid, com todo apoio da imprensa madridista. CR7 também tentou ajudar, mas Alex Ferguson cortou as asinhas do gajo e ele permanece, mansinho e jogando muito, em Old Trafford. No final, chegou apenas Van der Vaart de impacto.

Assim, o clube ainda perdeu Robinho para o Manchester City. O brasileiro faz falta? Sim, mas não tanta como a mídia brasileira, às vezes, pode querer mostrar. Afinal, o ataque não vinha sendo o problema do Real, já que Higuaín e Raúl atravessam boa fase e Van Nistelrooy sempre mantém a artilharia. A lesão do holandês, porém, acabou com isso.

Nistelrooy só retorna aos gramados no próximo ano, após ter que operar o joelho. Some isso aos contundidos básicos, como Robben, e as opções minguam para o técnico Bernd Schuster. Este, por sinal, é um capítulo a parte.

Para quem acha a torcida do São Paulo chata, uma temporada nas arquibancadas do Santiago Bernabéu mudaria radicalmente esse conceito. Os madridistas são os torcedores mais confusos e chatos do mundo. Não se contentam com nada, tudo sempre tem algum problema, não sabem o que querem e quando, teoricamente, conseguem o que querem, procuram um motivo para mostrar que tudo voltou a ser uma m#*%@.

Esse é o relacionamento que mantém com o alemão Schuster. Quando Fabio Capello assumiu o Real, ele era a solução de todos os problemas. Foi campeão, se desentendeu com alguns dos principais jogadores e deixou Madrid com fama de diabo. Schuster, o homem que traria o espetáculo para os gramados merengues, chegou com status de ídolo eterno. Fez o time jogar bem, foi campeão e agora não passa de uma figura ilustrativa no banco de reservas, sem comando e noção de tática. Essa é a vida de quem passa pelo Real.

Desde julho de 2007 no cargo, ao que parece, os dias do treinador alemão estão contados. Parte da imprensa que acompanha o dia-a-dia do clube dá como certa a demissão dele ainda nesta semana. A derrota deste sábado para o Valladolid por 1 a 0 só não foi a gota d´água porque esta veio depois. Schuster, após a derrota, resolveu dar dois dias de folga para todo elenco e, no domingo, foi ao batizado de sua filha. Isso teria deixado Calderón furioso.

Desta vez, no entanto, os torcedores têm deixado parte da culpa pela má campanha na Liga espanhola (5º lugar com 23 pontos) e na Liga dos Campeões (brigará com o Zenit pela segunda vaga do Grupo H) para a diretoria. Na derrota para o Valladolid muitos se voltaram contra Mijatovic nas arquibancadas, enquanto uma enquete no site do Marca aponta o presidente merengue como principal culpado pela crise.

Obviamente que as especulações já começaram. O nome com mais força é o de Juande Ramos, que deixou o Tottenham há pouco tempo. Por fora correm Victor Fernández e Roberto Mancini (que se for contratado prova como os madridistas não pensam, afinal, o estilo italiano de se fazer futebol já está provado que não agrada à torcida), enquanto o ídolo Michel, responsável pela cantera do clube, é a opção mais barata e simples.

Copa do Rei

Definidos todos os times que avançam para as oitavas-de-final da Copa do Rei. Destaque maior, inegavelmente, para o Real Unión de Irun, equipe basca que eliminou o Real Madrid. Outro “grande” que caiu foi o Villarreal, mas isso já era de se esperar, pós o desastre da partida de ida.

Confira abaixo os resultados, com os primeiros jogos entre parênteses.

Terça, 11/novembro
Real Madrid 4×3 Real Unión (2-3)

Quarta, 12/novembro
Villarreal 1×1 Poli Ejido (0-5)
Espanyol 3×0 Celta (2-2)
Valladolid 2×2 Hércules (5-1)
Atlético de Madrid 0x0 Orihuela (1-0)
Barcelona 1×0 Benidorm (1-0)
Valencia 3×0 Portugalete (4-1)
Deportivo La Coruña 2×0 Elche (2-0)
Racing Santander 2×0 Murcia (1-2)
Almería 3×0 Rayo Vallecano (2-1)
Mallorca 2×0 Málaga (1-1)
Betis 2×0 Castellón (2-0)
Sporting Gijón 2×0 Numancia (1-0)
Recreativo Huelva 2×1 Athletic Bilbao (0-2)

Quinta, 13/novembro
Osasuna 1×0 Getafe (0-0)
Sevilla 4×0 Ponferradina (0-1)

Seleção espanhola

Vicente del Bosque divulgou no final da semana passada a lista de convocados da seleção espanhola para o amistoso contra o Chile, no dia 19, em Vila Real. Como já era esperado, o atacante Fernando Llorente, do Athletic, foi chamado pela primeira vez, assim como o meia Juan Mata, do Valencia.

Quem retorna à equipe é o avante Fernando Torres, que se recuperou de uma contusão. Já Diego Capel e Andrés Iniesta (lesionados), além de Fernando Navarro e Andoni Iraola (opção técnica) ficaram de fora. Veja a lista completa dos convocados:

Goleiros: Iker Casillas (Real Madrid) e Pepe Reina (Liverpool/ING);

Defensores: Raul Albiol (Valencia), Alvaro Arbeloa (Liverpool/ING), Joan Capdevila (Villarreal), Juanito (Betis), Carlos Marchena (Valencia), Carles Puyol (Barcelona) e Sergio Ramos (Real Madrid);

Meias: Xabi Alonso (Liverpool/ING), Santi Cazorla (Villarreal), Césc Fàbregas (Arsenal/ING), Xavi (Barcelona), Juan Mata (Valencia), Albert Riera (Liverpool/ING) e Marcos Senna (Villarreal);

Atacantes: David Villa (Valencia), Daniel Güiza (Fenerbahçe/TUR), Fernando Torres (Liverpool/ING) e Fernando Llorente (Athletic Bilbao).

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Equipe Trivela

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