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A novidade: Como Diego Costa pode ser útil na seleção?

A segunda lista de Luiz Felipe Scolari em seu retorno à seleção brasileira guardou mais algumas surpresas. A principal delas é o atacante Diego Costa, que vive boa fase no Atlético de Madrid e foi chamado pela vez para a equipe nacional – na Espanha, já começava a ser cogitado para o time de Vicente Del Bosque. A oportunidade ao atacante de 24 anos, aliás, demonstra mais uma vez que Felipão está atento ao desempenho dos brasileiros no exterior.

Emprestado ao Rayo Vallecano na última temporada, Diego ganhou espaço na sua volta ao Atlético e foi titular em 25 das 32 partidas que fez em 2012/13. Além disso, o brasileiro é o vice-artilheiro dos colchoneros, com 13 tentos, e o líder em passes para gol, com 13 assistências. Nos últimos oito jogos, balançou as redes seis vezes, que o ajudaram a assumir a artilharia da Copa do Rei.

O camisa 19 serve como coringa na linha ofensiva de Diego Simeone no Atleti. Na maior parte dos jogos, o atacante atua ao lado de Falcao García na frente, buscando o jogo no entorno da área. No entanto, ele também pode ser deslocado para as pontas ou jogar como referência no ataque, como fez durante as ausências do colombiano na Liga Europa.

Durante entrevista coletiva, o próprio Felipão destacou as qualidades de Diego que valeram a convocação: “É um jogador que venho observando desde que assumi a seleção e venho coletando detalhes sobre ele com treinadores europeus. Ele merece uma oportunidade de ser observado, porque tem características importantes para o grupo. É um jogador forte, que sabe guardar posição e abre muitos espaços para os companheiros”.

E os principais acréscimos de Diego Costa à seleção são exatamente estes. Não é um grande finalizador como Falcao García ou um segundo atacante de velocidade. Sua maior virtude é saber utilizar sua presença física, fazendo o trabalho de pivô e abrindo brechas na linha defensiva adversária. É o segundo jogador que mais sofre faltas em La Liga, o que marca esse caráter combativo – embora, por vezes, abuse das provocações aos adversários.

Enquanto Fred, o outro atacante de área chamado nesta lista, costuma centralizar as ações no ataque, Diego Costa ajuda os companheiros que vêm de trás. Não é um jogador excepcional, mas deve servir para que Neymar, Lucas, Oscar, Kaká ou qualquer outro jogador que avance tenha mais espaço para brilhar. A fraca atuação contra a Inglaterra, inclusive, mostra que Diego pode ser bastante útil neste sentido.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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