A nova era Galáctica: Kaká é do Real Madrid

Um dos desejos mais antigos do Real Madrid se realizou. Kaká foi anunciado como novo jogador do clube merengue, deixando o Milan depois de seis anos. A confirmação da transferência, esperada desde a semana passada, chegou à 0h30 de terça-feira na Europa, 19h30 de segunda em Brasília, através dos sites oficiais dos dois clubes.
O valor da negociação não foi divulgado pelos clubes, mas a cifra amplamente divulgada pela imprensa europeia é de € 68 milhões, o que faria do brasileiro o segundo jogador mais caro de todos os tempos. Ele assinou por seis temporadas, com um contrato estimado em € 9 milhões por ano.
Eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa em 2007, Kaká era cobiçado pelo Real Madrid praticamente desde que começou a se destacar pelo Milan. Em 2006, sua contratação foi prometida durante a campanha de Ramón Calderón para a presidência, mas não se concretizou após a eleição.
A chegada de Kaká se torna realidade pelas mãos de Florentino Pérez, recentemente empossado para sua segunda passagem à frente do clube. A primeira, entre 2000 e 2006, caracterizou-se pela política dos “galácticos”, jogadores de fama mundial contratados pelos merengues, como Luís Figo, Zinedine Zidane, Ronaldo e David Beckham.
Revelado nas categorias de base do São Paulo, Kaká fez parte do elenco da Seleção Brasileira que se sagrou campeã mundial em 2002. No ano seguinte, foi negociado com o Milan. A princípio, seria uma aposta para o futuro, mas ele logo se destacou e conquistou um lugar no time, ofuscando nomes mais famosos como Rivaldo e Rui Costa.
Com os rossoneri, Kaká alcançou status de ídolo e conquistou os principais títulos que disputou. Logo na primeira temporada, em 2003/04, foi campeão italiano. Em 2007, ano de sua consagração como melhor do mundo, venceu Liga dos Campeões, Supercopa Europeia e Mundial de Clubes da Fifa.
Em seis temporadas no Milan, o meia marcou 95 gols em 270 partidas oficiais. Sua saída coincide com a do técnico Carlo Ancelotti, que o dirigiu durante todo o período, e a partir da próxima temporada comandará o Chelsea.
Montar o time sem Kaká será responsabilidade do brasileiro Leonardo, escolhido como novo treinador da equipe, sem experiência prévia. É de se imaginar que haja mais espaço para Ronaldinho, já que a condição de reserva do brasileiro com Ancelotti foi criticada por Silvio Berlusconi, proprietário do clube.
Em janeiro, Kaká esteve próximo de se transferir para o Manchester City, que fez uma proposta superior a € 100 milhões. A transferência chegou a ser dada como certa, mas não se concretizou por causa da recusa do jogador.
Assim como no início do ano, a torcida organizou protestos contra a direção do clube por causa da intenção de vender Kaká, mas desta vez eles se mostraram inúteis.
Na última semana, quando o anúncio da transferência já era mera formalidade, o administrador delegado do Milan, Adriano Galliani, falou que a venda de Kaká se justificava por “necessidade financeira” do clube, que ficou fora da Liga dos Campeões na temporada 2008/09.
A apresentação em Madri está prevista para o dia 30 de junho, depois da participação da Seleção Brasileira na Copa das Confederações, na África do Sul.
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