Espanha

A metralhadora de Mourinho se vira para Cristiano Ronaldo

Você está careca de saber que José Mourinho fez grandes inimigos no futebol nos seus tempos de Real Madrid. Isso já era esperado dado o fato que o treinador tem esse perfil disciplinador e polêmico, sempre entrando em choque com os medalhões do elenco.

Em Madrid, bateu de frente com Casillas, Sergio Ramos e por último, Cristiano Ronaldo. E saiu do Santiago Bernabéu ainda ralhando contra a política madridista feita por Florentino Pérez. Com razão ou não, Mourinho esqueceu aquele papo de estar feliz por voltar ao Chelsea e metralhou alguns de seus ex-comandados e chefes em Madrid.

Mais cedo antes do início da nova temporada, Mou explicou que rompeu relações com Cristiano Ronaldo pois “ele pensava saber de tudo”. Esse tipo de desavença não iria mesmo manter o clima competitivo dentro do vestiário. Aos poucos cada um trabalhou dentro dos seus interesses.

A corda então roeu para o lado do técnico, que disparou em entrevista à ESPN: “Fui treinador pela primeira vez em 2000, mas antes disso, fui assistente de outros grandes comandantes, dirigi os melhores jogadores do mundo. Tinha 30 anos e estava treinando Ronaldo. Não este, mas o de verdade. Ronaldo, o brasileiro.”

Enquanto o Real parece estar perto de contratar Gareth Bale, Mou não leva isso como uma grande novidade, afinal, ele mesmo sugeriu a contratação do galês na última temporada. “Pedi que contratassem ele, mas não foi possível. Me disseram que não era o momento ideal, que não era hora de investir tanto dinheiro”, comenta. O que também explica muito a forma pouco inteligente como Florentino Pérez gere o seu clube.

Caso acerte com Bale por cifras inimagináveis, o Real causará novo impacto, anos depois de Zidane, Kaká e Cristiano Ronaldo, entre as transferências mais caras da história do esporte. E o retorno dessas centenas de milhões de euros incinerados não corresponde nem de longe ao que a torcida espera. Para Pérez, o dinheiro na mão tem sido sim vendaval, mas para quem dispõe de recursos quase infinitos, ficar mais pobre não parece ser um grande problema. O que importa para Florentino é continuar ostentando.

Para Mourinho, o futuro parece um pouco mais promissor. Quando os principais jogadores do Chelsea morrem de amor por ele depois dos tempos gloriosos na segunda metade dos anos 2000, é difícil não imaginar que ele tenha voltado ao Stamford Bridge para vencer.

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Felipe Portes

Felipe Portes é zagueiro ocasional, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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