Dezenove anos, a camisa 10 nas costas, feições tímidas e corpo franzino. Foi assim que Josep Guardiola entrou em campo para começar a sua carreira pelo Barcelona, em 16 de dezembro de 1990, contra o Cádiz, sem ter a menor noção que ela duraria 11 anos e seria brilhante. Menos ainda que mais tarde seria o treinador azul-grená, talvez o melhor que o clube catalão já teve.
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A partida foi realizada no Camp Nou, melhor palco possível para o começo de uma lenda barcelonista, e Guardiola foi escolhido por Johan Cruyff para substituir Guillermo Amor, que estava machucado. Pep já havia disputado um amistoso pelo time principal, e jogava no Barcelona B, mas essa foi sua primeira partida oficial.
Antes do apito inicial, Guardiola disse à televisão que tentaria “jogar muito fácil”. Foi sólido, levou um amarelo e distribuiu bons passes. Ganhou uma nota seis do diário Sport do dia seguinte, que classificou sua estreia como “aceitável”. “Demonstrou que se trata de um jogador dotado de fabulosa técnica e um grande futuro. Deu assistências, mas faltou ser mais decidido em algumas jogadas”.
Antes de debutar, Pep atendió a la TV y así se presentó al mundo: “Intento jugar muy fácil” #HoyDebutóGuardiolapic.twitter.com/3T4KSJBGbC
— PepTeam (@PepTeam) 16 dezembro 2015
Guardiola estreou, mas foi jogar com mais frequência apenas na temporada seguinte, de 1991/92. Participou dos 90 minutos daquela vitória por 2 a 0 sobre o Cádiz, que contribuiu para o primeiro título do tetracampeonato do Barcelona com Johan Cruyff. Jogou mais três partidas inteiras no final da campanha, e de certa forma, conquistou seu primeiro troféu como jogador. Pouco perto do punhado que conquistaria como técnico alguns anos depois.


