Espanha

A influência dos gols nos resultados

Muitos gols, poucas taças

Messi varreu a concorrência no Campeonato Espanhol. Cristiano Ronaldo e Telmo Zarra não foram páreos aos seus números. Da mesma forma, Mario Gómez e José Altafini Mazzola ficaram para trás na Liga dos Campeões. E, apesar dos recordes históricos em ambas as competições, o argentino não ficou com a taça. Curiosamente, o principal título no ano veio na Copa do Rei, na qual manteve média inferior de um gol a cada dois jogos. Para compensar, o atacante foi decisivo para coroar o Barcelona no Mundial de Clubes e nas Supercopas da Espanha e da Uefa.

Já pela seleção argentina, Messi teve mais dificuldades para decidir. Passou em branco contra Venezuela e Bolívia, pelas eliminatórias, e suou bastante para deixar sua marca ante Chile e Colômbia. E o hat-trick sobre a Suíça ajudou a elevar seus números em amistosos oficiais.

Competições
La Liga – 50 gols / 37 jogos
Champions – 14 gols / 11 jogos
Supercopa da Uefa – 1 gol / 1 jogo
Copa do Rei – 3 gols / 7 jogos
Supercopa da Espanha – 3 gols / 2 jogos
Mundial de Clubes – 2 gols / 2 jogos
Eliminatórias da Copa – 2 gols / 4 jogos
Amistosos internacionais – 3 gols / 3 jogos

Mau sinal aos rivais

É sintomático: se Lionel Messi balançou as redes, o adversário será batido. Somente dois clubes conseguiram quebrar a maldição imposta por La Pulga: o Real Madrid, pela Supercopa da Espanha, e o Athletic Bilbao, por La Liga. Desde novembro, o camisa 10 venceu todas as 27 partidas nas quais marcou gols. E, quando o jogador passou em branco, os aproveitamentos de Barcelona e da Argentina caíram drasticamente.

Em relação direta com o aproveitamento está a frequência na qual o argentino balançou as redes. Ao longo da temporada, foi mais comum marcar dois ou mais gols do que apenas um, contribuindo para as vitórias de sua equipe. Em contrapartida, o atacante ficou sem marcar em 26 jogos. Seu jejum máximo foi de quatro partidas, em setembro – embora a sequência ruim de abril, nas duas partidas contra o Chelsea e no clássico com o Real Madrid, tenha sido mais marcante.

Aproveitamento do Barcelona
Quando Messi marcou: 96,3% / 35V 2E 0D
Quando Messi não marcou: 58% / 12V 11E 4D

Aproveitamento da Argentina
Quando Messi marcou: 100% / 3V 0E 0D
Quando Messi não marcou: 44,% / 2V 2E 2D

Frequência por jogo
5 gols – uma vez
4 gols – duas vezes
3 gols – oito vezes
2 gols – 12 vezes
1 gol – 17 vezes
Nenhum gol – 27 vezes

O momento decisivo

Não foram poucas as vezes que os gols de Messi serviram para deixar o Barcelona e a seleção argentina na liderança do placar. O atacante anotou tentos que encaminharam seu time à vitória 26 vezes, além de ter buscado a igualdade em outras quatro oportunidades. A grande especialidade demonstrada, contudo, foi a de abrir vantagens. Foram 48 gols que aumentaram a vantagem no placar.

De certa forma, estes números são explicados pelos momentos da partida nos quais o craque normalmente balançou as redes. Messi teve mais dificuldades para furar as defesas adversárias durante os 15 minutos iniciais das pelejas, com apenas seis gols no período. Em compensação, o matador sabe aproveitar como ninguém o cansaço dos rivais no apagar das luzes. Os números mais que triplicam depois dos 30 do segundo tempo, quando o jogador guardou 20 tentos.

Importância dos gols
Gols que deram vantagem ao time: 26
Gols empataram o jogo: 4
Gols que complementaram o placar: 48

Momento do jogo
1’-15’ – 6 gols
15’-30’ – 16 gols
30’-45’+ – 14 gols
45’-60’ – 11 gols
60’-75’ – 11 gols
75’-90’+ – 20 gols

Curva ascendente

Messi começou a temporada mantendo o ritmo das épocas anteriores, com média próxima a um gol por partida. Depois de arrebentar nas finais da Supercopa da Espanha e da Supercopa da Europa, o argentino não balançava as redes todas as semanas, mas conseguia compensar com dobletes e tripletas no Campeonato Espanhol. Em dezembro, fechou o semestre com 31 tentos em 32 encontros.

O artilheiro seguiu da mesma forma em janeiro e melhorou as marcas ligeiramente em fevereiro. No entanto, o recorde só foi possibilitado pelo boom em março, mês que começou com o massacre sobre o Bayer Leverkusen. Até o primeiro confronto com o Milan nas quartas de final da LC, foram oito partidas consecutivas balançando as redes. Os insucessos contra Chelsea e Real Madrid fizeram com que o atacante perdesse um pouco de fôlego em abril, mas o declínio foi compensado com média redonda de dois gols por jogo em maio.

Época do ano
Agosto – 6 gols / 4 jogos
Setembro – 8 gols / 8 jogos
Outubro – 6 gols / 8 jogos
Novembro – 8 gols / 8 jogos
Dezembro – 3 gols / 4 jogos
Janeiro – 7 gols / 8 jogos
Fevereiro – 10 gols / 8 jogos
Março – 13 gols / 7 jogos
Abril – 9 gols / 8 jogos
Maio – 8 gols / 4 jogos

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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