Barça está sendo estúpido ao afastar crianças do Camp Nou
É fácil para uma criança se encantar por um clube. Ainda mais pelo Barcelona. A popularidade da equipe e o talento de Lionel Messi e Neymar são motivos suficientes para atrair fãs ao clube – na Espanha ou em qualquer lugar do mundo. E, como acontece com qualquer clube outro time, os torcedores mais fanáticos podem ser moldados sentados no cimento da arquibancada, desde pequenos. Algo que a diretoria blaugrana quer inibir com sua nova medida em prol de seu modelo comercial.
Os torcedores com sete anos ou menos, que tinham passe livre no Camp Nou, agora terão que pagar o ingresso. Segundo o presidente Sandro Rosell, a decisão visa “evitar uma tragédia” com a superlotação do estádio. A previsão do clube era a de que 40 mil crianças pudessem visitar o Camp Nou no próximo clássico contra o Real Madrid – às 18 horas de um sábado, em um horário bastante acessível aos pequenos torcedores.
“Sou o primeiro a ser contra a decisão, mas é uma responsabilidade que tinha que tomar. Prefiro que digam que não deixo entrar as crianças do que me acusem de ter matado uma criança. É uma questão de cunho social”, declarou Rosell, em entrevista à Catalunya Ràdio. Não dá para negar, contudo, o discurso demagógico do presidente. Só a mudança de horário não parece ser motivo para provocar uma tragédia ou uma situação não vivida pelo clube em outros dérbis.
Será mesmo que a última medida era barrar a entrada das crianças? Não seria possível ter um controle maior sobre esse público, limitando o número de ingressos ou mesmo reduzindo o limite de idade para quem não paga? Não dava para criar uma situação excepcional apenas para o clássico? A solução da diretoria do Barça, é óbvio, causou revolta de boa parte dos torcedores. Afinal, parece mais uma maneira de arrecadar dinheiro ao preterir a verdadeira paixão pela bola.
Por fim, um exemplo visto em um jogo do Málaga e registrado pela televisão espanhola há um tempo, sobre o fascínio que a visita ao estádio pode causar em uma criança. Vale muito ver: