A brincadeira de que o Wolverhampton é basicamente Portugal na Premier League ganha cada vez mais base. Por ora, na atual janela, mais dois portugueses integraram o grupo do técnico Nuno Espírito Santo: Vitinha e Fábio Silva, aumentando o contingente lusitano para nove atletas, além do próprio treinador e de Bruno Jordão, emprestado ao Famalicão. E o que melhor do que lançar o que é basicamente uma camisa da seleção portuguesa para completar a coleção de 2020/21?

Os Wolves divulgaram nesta sexta-feira (18) o seu uniforme alternativo para a nova temporada, a ser utilizado em jogos de copas. Sem contexto, a peça já lembraria as camisas de Portugal. Com ele, no entanto, a intenção fica ainda mais clara. O Wolverhampton atrela a sua imagem ao país lusitano e abraça a brincadeira como uma mensagem institucional.

A camisa tem como cor principal o vermelho escuro, enquanto os detalhes secundários são verdes. A combinação de cores é imediatamente um aceno a Portugal. Nada mais apropriado para fazer seus jogadores portugueses se sentirem ainda mais em casa.

Como já se sabe há um bom tempo, a influência portuguesa no Wolverhampton tem nome e sobrenome: Jorge Mendes. O empresário lusitano está bastante entrelaçado com os proprietários do clube inglês, os chineses do Fosun International. Mendes é uma espécie de “conselheiro” ao grupo, ao mesmo tempo em que recebe deles investimento em sua agência, a Gestifute.

O resultado desta relação você vê agora. O Wolverhampton tem, hoje, segundo o diário lusitano Record, mais jogadores de Portugal (nove) do que seis dos 18 clubes da primeira divisão portuguesa.

Camisa alternativa do Wolverhampton para 2020/21 (Divulgação/Adidas)
Camisa alternativa do Wolverhampton para 2020/21 (Divulgação/Adidas)
Camisa alternativa do Wolverhampton para 2020/21 (Divulgação/Adidas)