Copa do Mundo 2026

As 3 armas do Senegal para surpreender a Bélgica no mata-mata da Copa do Mundo

Africanos têm motivos para acreditar que podem levar a melhor contra os Diabos Vermelhos e garantir vaga nas oitavas de final

Senegal tem um encontro marcado com o destino. Nesta quarta-feira, primeiro de julho, os Leões da Teranga enfrentam a Bélgica na fase 1/16 avos de final da Copa do Mundo 2026. Uma classificação quase improvável após duas derrotas seguidas, para França e Noruega, antes de um amplo triunfo por 5 a 0 diante do Iraque, que permitiu ao Senegal se posicionar entre os melhores terceiros colocados graças a um saldo de gols que voltou a ser favorável.

Do outro lado, a Bélgica entra em campo com um leve status de favorita. Nona colocada no ranking da Fifa, a seleção europeia segue como um nome conhecido do futebol europeu. Mas está longe de ser intocável. Esta geração já não transmite a mesma sensação de superioridade da época de Eden Hazard, Vincent Kompany ou Mousa Dembélé, mesmo com Kevin De Bruyne, Romelu Lukaku e Axel Witsel ainda presentes no elenco.

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O que deixa espaço para esperar por um feito senegalês.

Uma Bélgica menos impressionante do que no passado

Kevin De Bruyne, atacante da Bélgica, comemora seu gol (3-0) durante a partida entre Nova Zelândia e Bélgica pelo Grupo G da Copa do Mundo FIFA 2026, no BC Place Stadium, em Vancouver, no Canadá, em 26 de junho de 2026.
Kevin De Bruyne, da Bélgica, comemora seu gol contra Nova Zelândia (Foto: Nico Vereecken/Imago/Photo News)

A Bélgica continua sendo uma força respeitável no futebol mundial, mas já não intimida tanto quanto antes.

Desde o fim gradual de sua geração dourada, os Diabos Vermelhos têm tido dificuldade em recuperar o mesmo domínio. Apesar do surgimento de jovens talentos e de um sistema de formação que segue produzindo bem, a seleção comandada por Rudi García parece mais vulnerável. O país também viu alguns binacionais escolherem defender Marrocos, RD Congo ou até a Grécia, prova de que sua atratividade já não é tão evidente.

Os belgas até terminaram em primeiro lugar no grupo, mas o caminho até ali esteve longe de ser tranquilo. Foram travados por Egito e Irã em empates antes de golear a Nova Zelândia, lanterna da chave, por 5 a 1. Resultados que mostram que a Bélgica pode sofrer diante de seleções com nível comparável ao do Senegal.

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Pape Thiaw pode ter encontrado a fórmula certa

Depois da preocupante atuação diante da Noruega, Pape Thiaw foi alvo de muitas críticas. O técnico senegalês respondeu com decisões corajosas para o duelo contra o Iraque.

Gora Diouf, Nicolas Jackson e Pape Gueye foram tirados da escalação inicial. O treinador lançou Seck, Ismail Jakobs, Habib Diarra e o jovem Ibrahim Mbaye. Escolhas certeiras que devolveram equilíbrio à equipe.

Pape Gueye celebra gol de Senegal com Sadio Mané (Foto: Imago/Xinhua/Yang Shu)

O Senegal, sobretudo, recuperou o que era a base de sua força: intensidade, agressividade nos duelos e energia coletiva dentro de um 4-3-3 muito mais coeso.

E as mudanças continuaram fazendo diferença após o intervalo. Pape Gueye, que entrou no decorrer da partida, acabou marcando dois gols, enquanto Iliman Ndiaye voltou a mostrar sua qualidade técnica entre as linhas.

Pela primeira vez desde o início do torneio, os Leões deram a impressão de ter encontrado sua verdadeira identidade.

Um banco de reservas impressionante

Poucas seleções africanas contam com um elenco tão rico. Mesmo com as lesões de Kalidou Koulibaly e do goleiro Édouard Mendy, o Senegal continua escalando jogadores de altíssimo nível em praticamente todas as posições.

Mamadou Sarr, recém-transferido ao Chelsea, ainda não disputou um único minuto nesta Copa do Mundo. Iliman Ndiaye, mesmo após uma excelente temporada na Premier League, não é titular absoluto. O mesmo vale para Assane Diao, utilizado com parcimônia, ou para Ibrahim Mbaye, cuja titularidade contra o Iraque foi recompensada com boa atuação.

Pape Thiaw, técnico da seleção de Senegal
Pape Thiaw, técnico da seleção de Senegal (Foto: Visionhaus / Imago)

Essa concorrência constante oferece a Pape Thiaw diversas soluções de acordo com o cenário de cada partida.

A Bélgica não é o Iraque e segue favorita no papel, mas a distância está longe de ser intransponível. Se os Leões reproduzirem a intensidade apresentada contra o Iraque e confirmarem os ajustes táticos vistos na última partida, têm armas de sobra para protagonizar uma das surpresas destas oitavas de final.

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