As 3 armas do Senegal para surpreender a Bélgica no mata-mata da Copa do Mundo
Africanos têm motivos para acreditar que podem levar a melhor contra os Diabos Vermelhos e garantir vaga nas oitavas de final
Senegal tem um encontro marcado com o destino. Nesta quarta-feira, primeiro de julho, os Leões da Teranga enfrentam a Bélgica na fase 1/16 avos de final da Copa do Mundo 2026. Uma classificação quase improvável após duas derrotas seguidas, para França e Noruega, antes de um amplo triunfo por 5 a 0 diante do Iraque, que permitiu ao Senegal se posicionar entre os melhores terceiros colocados graças a um saldo de gols que voltou a ser favorável.
Do outro lado, a Bélgica entra em campo com um leve status de favorita. Nona colocada no ranking da Fifa, a seleção europeia segue como um nome conhecido do futebol europeu. Mas está longe de ser intocável. Esta geração já não transmite a mesma sensação de superioridade da época de Eden Hazard, Vincent Kompany ou Mousa Dembélé, mesmo com Kevin De Bruyne, Romelu Lukaku e Axel Witsel ainda presentes no elenco.
Simulador da Copa do Mundo: Veja possível chaveamento
O que deixa espaço para esperar por um feito senegalês.
Uma Bélgica menos impressionante do que no passado
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A Bélgica continua sendo uma força respeitável no futebol mundial, mas já não intimida tanto quanto antes.
Desde o fim gradual de sua geração dourada, os Diabos Vermelhos têm tido dificuldade em recuperar o mesmo domínio. Apesar do surgimento de jovens talentos e de um sistema de formação que segue produzindo bem, a seleção comandada por Rudi García parece mais vulnerável. O país também viu alguns binacionais escolherem defender Marrocos, RD Congo ou até a Grécia, prova de que sua atratividade já não é tão evidente.
Os belgas até terminaram em primeiro lugar no grupo, mas o caminho até ali esteve longe de ser tranquilo. Foram travados por Egito e Irã em empates antes de golear a Nova Zelândia, lanterna da chave, por 5 a 1. Resultados que mostram que a Bélgica pode sofrer diante de seleções com nível comparável ao do Senegal.
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Pape Thiaw pode ter encontrado a fórmula certa
Depois da preocupante atuação diante da Noruega, Pape Thiaw foi alvo de muitas críticas. O técnico senegalês respondeu com decisões corajosas para o duelo contra o Iraque.
Gora Diouf, Nicolas Jackson e Pape Gueye foram tirados da escalação inicial. O treinador lançou Seck, Ismail Jakobs, Habib Diarra e o jovem Ibrahim Mbaye. Escolhas certeiras que devolveram equilíbrio à equipe.
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O Senegal, sobretudo, recuperou o que era a base de sua força: intensidade, agressividade nos duelos e energia coletiva dentro de um 4-3-3 muito mais coeso.
E as mudanças continuaram fazendo diferença após o intervalo. Pape Gueye, que entrou no decorrer da partida, acabou marcando dois gols, enquanto Iliman Ndiaye voltou a mostrar sua qualidade técnica entre as linhas.
Pela primeira vez desde o início do torneio, os Leões deram a impressão de ter encontrado sua verdadeira identidade.
Um banco de reservas impressionante
Poucas seleções africanas contam com um elenco tão rico. Mesmo com as lesões de Kalidou Koulibaly e do goleiro Édouard Mendy, o Senegal continua escalando jogadores de altíssimo nível em praticamente todas as posições.
Mamadou Sarr, recém-transferido ao Chelsea, ainda não disputou um único minuto nesta Copa do Mundo. Iliman Ndiaye, mesmo após uma excelente temporada na Premier League, não é titular absoluto. O mesmo vale para Assane Diao, utilizado com parcimônia, ou para Ibrahim Mbaye, cuja titularidade contra o Iraque foi recompensada com boa atuação.
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Essa concorrência constante oferece a Pape Thiaw diversas soluções de acordo com o cenário de cada partida.
A Bélgica não é o Iraque e segue favorita no papel, mas a distância está longe de ser intransponível. Se os Leões reproduzirem a intensidade apresentada contra o Iraque e confirmarem os ajustes táticos vistos na última partida, têm armas de sobra para protagonizar uma das surpresas destas oitavas de final.