‘Quando jovem, gostava de Cristiano Ronaldo, mas virei fã de Messi ao entender o futebol’
Debate sobre craques ainda gera discussão, enquanto argentino e português quebram marcas na Copa do Mundo
Cristiano Ronaldo e Lionel Messi são rivais, no melhor sentido da expressão, há praticamente duas décadas e esta disputa histórica impulsionou individualmente as carreiras de cada um. Após 20 anos do início deste capítulo do futebol, o debate já não possui o mesmo teor de outrora, mas engaja multidões de fãs, inclusive das gerações mais jovens de jogadores.
Dentre tantos exemplos, como Kylian Mbappé, Erling Haaland e Lamine Yamal, que são admiradores da dupla, uma declaração em específico ganhou destaque recentemente. Zeki Amdouni, meia-atacante da seleção suíça, concedeu entrevista ao “Blick” e revelou que mudou de opinião em relação ao melhor a partir do momento que passou a entender o esporte.
— Quando era jovem gostava de tudo no Ronaldo: o cabelo, as chuteiras, todo o estilo dele. Mas quando fiz 13 anos e comecei realmente a entender o futebol, só havia um jogador para mim: Messi — começou por dizer o jogador do Burnley.
Para além da admiração construída por Lionel Messi, Amdouni foi comparado ao argentino no início de sua carreira. Durante a temporada 2022/23, um artigo da “StatsBomb”, plataforma de estudo do futebol a partir de estatísticas, nomeou o suíço como um dos jovens europeus com características mais similares ao craque argentino, o que gerou orgulho para o atleta.
— Messi é o meu ídolo. Ser comparado a ele é motivo de orgulho. Ele é, tal como eu, um jogador criativo, que sempre quer a bola e que jogar na posição de falso nove, ou talvez como número 10. Esse é o meu estilo — finalizou o meia, que já atuou em uma partida nesta Copa do Mundo.
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Cristiano Ronaldo e Messi bateram recordes nesta Copa do Mundo
Desde jovens, Cristiano Ronaldo e Lionel Messi eram muito promissores e se postulavam a conquistar uma Bola de Ouro precocemente. Ao longo das últimas duas décadas, os dois quebraram e estabeleceram recordes impressionantes, entre artilharias, títulos e feitos que antes pareciam inalcançáveis. Em pleno 2026, a dupla segue protagonista nesse sentido.
Enquanto Messi ultrapassou Miroslav Klose e se sagrou, por enquanto, o maior artilheiro da história das Copas, com 18 gols, Cristiano se tornou o único a balançar as redes em seis Mundiais, além de ter igualado Eusébio como principal goleador de Portugal no torneio, com nove tentos. Com 39 e 41 anos, respectivamente, os dois grandes jogadores do século XXI seguem com papéis de referência em suas seleções.
O argentino marcou todos os gols do time de Lionel Scaloni na Copa, concretizando as vitórias contra Argélia e Áustria, classificando os atuais campeões do mundo para o mata-mata de forma antecipada. Por outro lado, o português teve um início difícil de Mundial. Os comandados de Roberto Martinez apenas empataram com a República Democrática do Congo na primeira rodada, o que rendeu uma avalanche de críticas e CR7 foi, mais uma vez, uma espécie de “bode expiatório”. Porém, o capitão marcou duas vezes frente ao Uzbequistão e liderou a goleada por 5 a 0, que alivia e muito o ambiente da seleção.
Inclusive, caso Portugal vença a Colômbia no próximo sábado (27), os caminhos de Messi e Cristiano Ronaldo podem se cruzar em uma eventual quartas de final, o que seria um último grande confronto dos dois ícones do futebol.
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